Sionei Ricardo Leão
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A Câmara Legislativa tornou-se um barco sem rumo. Ao longo de toda a semana, os parlamentares não apreciaram uma única proposição, pois não houve quorum mínimo regimental. Ontem não foi diferente: apenas três deputados participaram do ritual de abertura e fechamento dos trabalhos. Chico Leite (PT) presidiu a sessão, que durou apenas 15 minutos, auxiliado por Aguinaldo de Jesus (PRB) e José Antônio Reguffe (PDT), o único a ocupar um dos assentos no plenário da Casa.
O presidente da Câmara, Wilson Lima (PR), tem esperança de fechar uma agenda de votação em acordo com o próximo governador para trazer de volta os colegas. Para que isso se efetive, terá que contemplar três grupos informais, cada qual como seu interesse específico.
TRÊS RAZÕES PARA NÃO DAR AS CARAS
ATENTOS A AGNELO
Há um grupo de parlamentares que não tem priorizado os trabalhos
na Câmara Legislativa porque está mais preocupado com os rumos
que estão sendo elaborados pela equipe de transição do governador eleito Agnelo Queiroz.
As articulações para o preenchimento dos cargos da Mesa Diretora do órgão fazem parte desse contexto. Nos últimos dias, ganharam evidência, por exemplo, os debates para escolher o próximo presidente da Casa. Chico Leite tem sido o petista mais assíduo nas sessões. Nas palavras dele, os trabalhos legislativos não podem ficar em segundo plano.
Do mesmo partido, Erika Kokay afirma estar disposta a ajudar na retomada do ritmo de votações. Ela cita projetos importantes, como o que dá mais poderes ao Conselho de Saúde do DF, como matéria que não pode ser adiada para o próximo ano.
Por outro lado, há nesta corrente os que não querem aprovar nada que possa gerar despesas que recairão sobre o próximo governo do DF.
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