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Política & Poder

Planalto acredita em “golpe” na CPMI do INSS após quebra de sigilo de Lulinha

Base governista afirma que teria maioria no colegiado, questiona a contagem dos votos e promete recorrer para tentar anular a decisão

Késia Alves

26/02/2026 13h45

Lulinha

Foto: Reprodução/ Redes Sociais

A manhã desta quinta-feira (26) foi marcada por confusão na votação da CPMI do INSS. Após a quebra de sigilo bancário de Fábio Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula, ter sido aprovada, ministros do alto escalão do governo acusam o presidente da comissão, Carlos Viana, de articular um “golpe”.

Para auxiliares do Palácio do Planalto, Carlos Viana optou por não contar os votos para dar um “golpe”, visto que o governo, em tese, teria maioria no colegiado. Ou seja, para eles, a votação não permitiria a quebra de sigilo.

Sob reserva à Coluna Milena Teixeira, do Metrópoles, um ministro disse: “Se temos maioria, como poderíamos perder uma votação dessa magnitude?”.

De acordo com as fontes, o governo pretende recorrer da decisão. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), membro da comissão, afirmou que acionará o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), e também levará o caso ao Conselho de Ética.

“Diante deste fato, nós iremos até o presidente do Congresso Nacional para solicitar a imediata anulação que teve aqui, e, ao mesmo tempo, vamos fazer uma representação no Conselho de Ética do Congresso Nacional contra Vossa Excelência por decisão de fraudar o resultado da votação”, disse Pimenta.

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