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Política & Poder

PGR defende condenação de deputados do PL por corrupção em emendas no STF

A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela punição de parlamentares do PL acusados de cobrar propina para liberar recursos à saúde em São José de Ribamar, no Maranhão.

Redação Jornal de Brasília

10/03/2026 17h23

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu, nesta terça-feira (10), a condenação de dois deputados federais e um suplente do PL pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa, durante sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os acusados são os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), além do suplente Bosco Costa (PL-SE). O caso é relatado pelo ministro Cristiano Zanin e também envolve os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.

De acordo com a denúncia da PGR, entre janeiro e agosto de 2020, os parlamentares teriam solicitado vantagem indevida de R$ 1,6 milhão para a liberação de R$ 6,6 milhões em emendas parlamentares destinadas à saúde no município de São José de Ribamar, no Maranhão. Outras cinco pessoas ligadas aos acusados também são réus no processo.

O subprocurador-geral da República, Paulo Jacobina, destacou a gravidade do crime, agravada pelo contexto de pobreza no estado do Maranhão, e os prejuízos causados ao Sistema Único de Saúde (SUS), afetando o acesso da população aos serviços.

Após as sustentações da PGR e das defesas, o julgamento foi suspenso e será retomado na próxima terça-feira (17), quando os ministros proferirão seus votos.

As defesas contestaram as acusações. A de Bosco Costa argumentou que as investigações deveriam ter iniciado no STF e devem ser anuladas, negando relação dos recursos com emendas parlamentares, conforme relatório da Controladoria-Geral da União (CGU).

O advogado de Josimar Maranhãozinho afirmou que o deputado não encaminhou emendas para São José de Ribamar, onde era adversário político do então prefeito José Eudes, tornando incompreensível o envio de recursos.

Já a defesa de Pastor Gil alegou acesso tardio a documentos e ilegalidades na investigação da Polícia Federal, incluindo manipulação de elementos digitais que corromperam as provas.

Com informações da Agência Brasil

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