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Política & Poder

 PF detalha a Mendonça investigação do caso Master em reunião de 2 horas no STF

O encontro, que durou cerca de duas horas, ocorreu no gabinete do ministro e contou com a presença de delegados da PF responsáveis pelas apurações.

Redação Jornal de Brasília

23/02/2026 22h53

Foto: Divulgação

CONSTANÇA REZENDE
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

A Polícia Federal apresentou um relatório detalhado sobre o estágio das investigações do caso Master, em reunião com o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), nesta segunda-feira (23).


O encontro, que durou cerca de duas horas, ocorreu no gabinete do ministro e contou com a presença de delegados da PF responsáveis pelas apurações.


Segundo informações da assessoria do STF, a reunião também serviu para a apresentação da lista dos processos da Operação Compliance Zero, que mirou suspeitos de envolvimento em fraudes realizadas pelo Banco Master por meio do uso de fundos de investimento.


Ainda segundo o tribunal, houve uma exposição de desdobramentos correlatos que tramitam na Corte sob a relatoria do ministro.


A reunião teve como objetivo preparar o ministro sobre futuras decisões e para os próximos passos que devem ser tomados pelos investigadores.


Mendonça já havia se reunido com delegados no último dia 13. O objetivo na ocasião era ficar a par da apuração, antes de tomar medidas em relação ao caso.


Ele assumiu a relatoria dos inquéritos do Master após o ministro Dias Toffoli deixar a função, envolto em uma série de decisões polêmicas e a revelação de ligações do magistrado com pessoas interessadas no caso, como Daniel Vorcaro, dono do banco.


Em decisão recente sobre o caso Master, Mendonça ampliou a autonomia da PF e restaurou o fluxo normal de perícias, revendo uma determinação anterior de Toffoli que havia designado apenas quatro peritos para acessar os materiais apreendidos.


Entre esses itens, está o celular de Vorcaro. Ele também reduziu o grau do sigilo do inquérito na corte.
Mendonça também determinou o retorno de informações obtidas com as quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático de Vorcaro à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do INSS.


O material, no entanto, ainda está na Polícia Federal, sem previsão de envio ao grupo, disseram integrantes do grupo, nesta segunda-feira (23).


Os documentos foram levados da presidência do Senado à PF, onde estavam, antes de voltar para a comissão. O relator da CPI, o deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), criticou o trâmite, que chamou de “filtro”.


“A Polícia Federal esteve no Senado e pegou os dados, que não têm data para chegar à CPI, o que acho um absurdo. A CPI é uma instância constitucional, legítima para investigação. Não tem que ter filtro de quem quer que seja”, afirmou.


A assessoria de imprensa da PF afirmou não ter informações sobre o prazo de envio das informações.

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