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Política & Poder

PF: Braga Netto viola proibição de manter contato com Bolsonaro

General teria enviado mensagem a Bolsonaro um dia após proibição de comunicação entre investigados da operação

Redação Jornal de Brasília

20/08/2025 21h12

bolsonaro

O general da reserva Walter Braga Netto, preso pela Polícia Federal sob suspeita de interferir em investigação de trama golpista, ao lado do então presidente Jair Bolsonaro, em 2022 – Evaristo Sá – 25.ago.22/AFP

A Polícia Federal concluiu que o general da reserva Walter Braga Netto, ex-candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PL) em 2022, descumpriu medida cautelar imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que proibia contato com o ex-presidente. A ordem foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes no dia 8 de fevereiro de 2024, no contexto da investigação sobre a tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

De acordo com a PF, um dia após a determinação, no dia 9 de fevereiro, Bolsonaro recebeu uma mensagem de texto (SMS) de Braga Netto. A mensagem foi enviada por meio de um novo número de telefone habilitado pelo militar. O número, segundo os investigadores, estava vinculado a uma chave Pix associada ao nome e CPF de Braga Netto, o que confirmou a identidade do remetente.

A informação foi obtida a partir da quebra de sigilo do celular de Bolsonaro, apreendido durante as investigações da operação Tempus Veritatis, que apura a atuação de uma organização criminosa supostamente envolvida em uma tentativa de golpe de Estado.

“Os elementos probatórios corroboram, portanto, a hipótese de que os réus Jair Bolsonaro e Walter Souza Braga Netto descumpriram as medidas cautelares de proibição de manter contato durante a investigação realizada pela Polícia Federal no âmbito da PET 12.100/DF”, aponta o relatório da PF.

Braga Netto está preso desde dezembro de 2024, sob a acusação de obstruir as investigações relacionadas à suposta trama golpista. Apesar da citação no relatório, ele não foi indiciado neste inquérito específico, que trata das ações do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), também indiciado nesta quarta-feira (20/8) por coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

A Agência Brasil informou que procurou a defesa de Braga Netto e aguarda manifestação. O espaço permanece aberto para posicionamento oficial.

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