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Política & Poder

Petistas não vão mais fazer burrice no governo, promete Lula

Arquivo Geral

20/10/2006 0h00

Poucas horas depois de o chefe do Gabinete Pessoal, store cost Gilberto Carvalho, ter admitido que conversou por telefone com um dos envolvidos na tentativa de compra do dossiê dos sanguessugas no dia em que foram presos, o presidente-candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar auxiliares e petistas que se envolveram em escândalos ao longo do governo.

"Agora já aprendemos, estamos mais calejados… os companheiros petistas certamente não vão fazer as burrices que fizeram neste primeiro mandato", disse Lula em comício na região central de Belo Horizonte.

Falando para uma platéia de 4 mil militantes de movimentos sociais, segundo organizadores do ato público, Lula reconheceu também ter cometido erros na campanha eleitoral do primeiro turno.

"Posso ter cometido erros, nem nos debates eu fui porque achei que já tinha ganho. Vocês também não entraram com toda força, pensando que estava ganho no primeiro turno", afirmou.

Lula repetiu o argumento de que o segundo turno seria positivo, por permitir o que ele chama de "comparação entre dois projetos de país".

"Quando fui para o segundo turno, todo mundo acordou para o que podia acontecer neste país. Este segundo turno foi uma bênção divina", acrescentou.

O presidente-candidato anunciou que falaria pouco, para se poupar para os dois debates que ainda faltam até as eleições. "A gente nunca sabe como é que o adversário vai vir", comentou. Assim mesmo, Lula enumerou diversos programas e ações de interesse dos movimentos sociais e ficou emocionado ao mencionar uma carta de uma jovem de periferia contando que teve de deixar o curso de antropologia por falta de dinheiro para pagar a universidade.

"Isso nunca mais pode acontecer neste país. No segundo mandato, vamos criar mais 300 mil vagas do Prouni (Programa Universidade para Todos). O projeto do outro atende aos interesses de uma minoria, o nosso projeto atende aos interesses dos pobres, da classe média, da maioria da sociedade brasileira", afirmou.

No palco, Lula estava acompanhado do vice-presidente José Alencar e cinco ministros mineiros de sua equipe, além do prefeito Fernando Pimentel (PT), que prometeu a Lula uma votação em Belo Horizonte "igual somente a que Juscelino Kubitschek recebeu".

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