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Política & Poder

Petista critica declarações de Aldo Rebelo sobre coalizão partidária na Câmara

Arquivo Geral

29/01/2007 0h00

Após o debate realizado na TV Câmara com os três candidatos à presidência da Câmara dos Deputados, tadalafil discount o líder do PT, Henrique Fontana (PT-RS), criticou as declarações do atual presidente da casa e candidato à reeleição, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP).

Para Fontana, que é um dos coordenadores da candidatura do Arlindo Chinaglia (PT-SP), as falas de Aldo não condizem com a verdade da ação do Partido dos Trabalhadores, pois o partido tem buscado retomar a “normalidade institucional” ao ter o direito de pleitear o cargo com a maioria dos deputados da casa.

“Foi um momento infeliz de nosso presidente. Eu, que fui um dos coordenadores da sua campanha à presidência da Câmara há um ano e meio, e a bancada do PT, que o apoiou integralmente, consideram um erro e uma infelicidade de colocar algo que não condiz com a realidade da ação do PT”, disse.

No debate, Aldo disse que sua tentativa de reeleição não é um projeto pessoal. Ao afirmar que não tem nada contra seus adversários, criticou a candidatura do Partido dos Trabalhadores dentro da proposta de um governo de coalizão. "Não creio que em nome da democracia se deva dar mais poder a um único partido. Não acho bom a concentração do poder nas mãos do PT."

Fontana também justificou a estratégia do partido de lançar candidato próprio como forma de retomar a normalidade institucional da casa. “O que nós estamos procurando nesse momento é devolver a normalidade institucional ao Parlamento. Quando se faz um diálogo entre as duas maiores bancadas, PT e PMDB, e o Partido dos Trabalhadores coloca aos outros partidos a indicação de candidatos proporcional às bancadas isso não se trata de ato de hegemônica do PT. Se trata de equilíbrio institucional e respeito ao processo democrático.”

Em duas horas e meia de debate na TV Câmara, os três candidatos à presidência da Câmara dos Deputados – Aldo Rebelo (PCdoB-SP), Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Gustavo Fruet (PSDB-PR) – defenderam suas propostas para o cargo, cuja eleição acontecerá no dia 1º de fevereiro.

Chinaglia, candidato petista, rebateu as declarações de Aldo ao afirmar que seu partido apoiou a candidatura de Aldo nas últimas eleições. "Demonstrou que sabe abrir mão", afirmou. Ele lembrou que tem apoio de diversos partidos como PMDB.

Fruet disse que sua candidatura representa uma "terceira via" ao que foi colocado e defendeu a independência da Câmara. "Eles são governo, quero ser a Câmara. Eles defenderam o governo e eu a Câmara no Conselho de Ética e na Comissão Parlamentar de Inquérito", afirmou.

O debate teve quatro blocos. No primeiro, os candidatos responderam a perguntas de veículos da Câmara. No segundo bloco, seis jornalistas credenciadas na Câmara fizeram seus questionamentos. No terceiro bloco, os deputados debateram entre si e no quarto bloco responderam a perguntas enviadas por cidadãos. Foram enviadas cerca de 200 perguntas por e-mail e por telefone.

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