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Política & Poder

Pesquisa Ibope mostra que 91% dos que conhecem são favoráveis à Lei

Arquivo Geral

22/09/2010 9h26

 

Natasha Dal Molin

natasha.dalmolin@jornaldebrasilia.com.br

 

Na véspera do julgamento do recurso de Joaquim Roriz (PSC) no Supremo Tribunal Federal (STF), a Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) divulgou pesquisa feita pelo Ibope que mostra que 85% dos brasileiros são favoráveis à Lei da Ficha Limpa. Quando analisados os dados apenas de quem conhece a lei, o índice sobe para 91%.

 

“Será uma grande frustração nacional se essa lei for considerada inconstitucional”, disse o presidente da AMB, o juiz Mozart Valadares Pires. 

 

Ele se posicionou favorável à aplicação da lei nestas eleições e acredita que o Supremo manterá as decisões do Tribunal Superior Eleitoral e dos tribunais regionais eleitorais. “As pessoas ainda queriam que o candidato impugnado ficasse fora da disputa, não fizesse campanha ou programa eleitoral. Mas é assim, cabe recurso, as mudanças em uma democracia são graduais”. 

 

Para o estudo que traça o perfil do eleitorado, foram ouvidos 2002 pessoas em 142 municípios, de 18 a 21 de agosto como parte da campanha Eleições Limpas – Não Vendo meu Voto. 

 

De acordo com o levantamento, 73% dos entrevistados acreditam que a política só beneficia o próprio político e 54% não denunciariam tentativa de compra de voto. Os que não denunciariam estão mais concentrados no Nordeste. No Sul, estão os que mais denunciariam. “Isso por que a pessoa de pequenos municípios pode ter medo de retaliações; a pessoa pode achar que denunciar não surtirá efeito; ou, ainda, pode achar que não cabe a ela esse papel, mas às autoridades”, avalia Valadares. 

 

Para escolher os candidatos, a maioria dos entrevistados (53%) disse que avalia as propostas de governo como primeiro critério. Para eles, a experiência conta bem menos: 18%. Antes disso, aparece o benefício que o eleitor pode receber, tanto em seu bairro ou comunidade, quanto com ele próprio e a família, com 21%.

 

Leia mais na edição desta quarta-feira (22) do Jornal de Brasília.

 

Confira aqui o relatório da pesquisa na íntegra [PDF, 1Mb]

 

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