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Política & Poder

Pergunta incomoda Roriz

Arquivo Geral

25/08/2010 10h24

Bruna Torres

bruna.torres@jornaldebrasilia.com.br

 

Na sabatina de ontem, na OAB-DF, Joaquim Roriz duvidou que sua filha, Jaqueline – candidata a deputada federal –, estivesse citada no relatório da Polícia Federal em que é apontada como uma das beneficiárias do esquema de propina montado pelo ex-governador José Roberto Arruda. Irritado com a pergunta, devolveu ao repórter querendo saber se ele provava aquilo sobre o que indagava.

 

“Isso é questão de família. Nós temos procedência, pedigree”, defendeu-se. Jaqueline supostamente teria recebido dinheiro do esquema de Arruda para garantir a aprovação, na Câmara Legislativa, do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), conforme consta no relatório da PF a que o Jornal de Brasília teve acesso.

 

Roriz, aliás, deixou claro que fora à OAB-DF fazer campanha e não para responder às indagações que lhe seriam feitas. Tanto que divagou em algumas perguntas, enquanto que outras sequer respondeu o que dele se queria saber. E quando podia, sempre destacava que é candidato, apesar de estar impugnado pelo TRE-DF.

 

“Sou daqueles que acredita em pesquisa, que é uma informação científica. Só que é mutável, pode crescer como diminuir. Mas todas elas mostram hoje a minha vitória. O resultado de hoje demonstra que temos superioridade sobre o nosso principal concorrente, em torno de 300 mil votos à frente. Para que ele empate em 40 dias, ele precisa ganhar três mil votos por dia”, ressaltou.

 

Sobre a expectativa do julgamento do TSE, afirmou pela enésima vez que é candidato. Mais: acha mesmo que afirmar isto sempre está se tornando cansativo. “Nunca eu renunciaria e irei até o fim. Mas uma forma de acabar com isso é mandar me matar”, dramatizou.

 

Roriz também foi enfático quando se defendeu da pergunta que lhe imputava o inchaço de Brasília. “Não inchei coisa nenhuma, não chamei ninguém para vir para cá. Imagina se não tivesse cometido essa tal irresponsabilidade e acabado com as diversas favelas que existiam no Distrito Federal?”

 

O ex-governador defendeu o turismo no Entorno e não só voltado para o centro da capital do País. “Governar não é só Brasília, existe o Entorno. O turismo é importante e fundamental, e precisamos ampliar. Não adianta ter turismo se não tem lugar para ir. Ver os palácios, os ministérios e o que mais?”

 

 

Leia mais na edição desta quarta-feira (25) do Jornal de Brasília.

 

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