TOL RAMOS
BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS)
“A gente vai de fato fazer aquilo que todos esperam: servir como cão de guarda no Congresso Nacional para poder arrebentar com esses bolsonaristas”, afirma Pedro Rousseff (PT-MG). Eleito deputado federal com 118.567 votos, o jovem de 26 anos chega a Brasília querendo fazer oposição a nomes como Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato -os deputados mais votados do país e integrantes da bancada do PL, a maior de um partido desde a Constituição de 1988, com 121 eleitos.
Ao mesmo tempo em que afirma que fará um embate com a direita, o parlamentar tem feito críticas firmes ao projeto de futuro do próprio partido, o PT do presidente Lula, candidato à reeleição em 2026.
Com 1,1 milhão de seguidores no Instagram, ele diz que “não se elege mais ninguém sem as redes sociais”. “Não adianta ficar criticando a internet. Não importa como deveria ser, importa como é”, afirma em entrevista à reportagem.
Ao lado de Ana Elisa, jovem deputada também eleita por Minas Gerais, o parlamentar busca encabeçar uma frente de renovação da bancada petista na Câmara. Na avaliação do deputado, “a direita conseguiu se comunicar com o sentimento da antipolítica” e cooptar o público mais jovem.
Sobrinho-neto da ex-presidente Dilma Rousseff, ele deixa o mandato de vereador em Belo Horizonte, para o qual foi eleito com votação recorde no partido em 2024, rumo ao Congresso Nacional. Ele diz que carrega o sobrenome da economista com orgulho, mas rejeita a manutenção do status quo atrelada ao cargo. Seu foco, afirma, é “fazer um projeto de Brasil que não fica parado no tempo”.
Nascido e criado na capital mineira, formado em administração pelo Ibmec e com origem no Conselho Municipal de Juventude, ele dividiu sua atuação na Câmara Municipal entre pautas sociais e os embates na internet. Para o parlamentar, o principal objetivo em Brasília é “mostrar para o povo brasileiro que é possível renovar, que é possível mudar, que é possível desestabilizar essas estruturas da velha política sendo alguém do PT, sendo alguém de esquerda”.