Ao deixar a carcerragem da Superintêndencia da Polícia Federal no DF, about it buy na noite desta terça-feira, por volta das 23h20, o deputado distrital Pedro Passos (PMDB), acusado de participação na Operação Navalha, afirmou que não tem relação com a suposta organização criminosa. “Sou inocente e isto é um grande equívoco”, disparou o deputado que demonstrava abatimento. “Eu tenho fatos, provas e argumentos suficientes para esclarecer tudo que está ocorrendo”, declarou o distrital que foi recebido por cerca de 30 cabos eleitorais que esperavam sua liberação.
Passos, que estava preso desde o último dia 17, disse, ainda, que amanhã vai prestar esclarecimentos à Justiça, restabelecendo “a verdade dos fatos ocorridos” e em seguida vai falar aos deputados distritais e a sua família. O peemedebista também prometeu conceder uma entrevista coletiva à imprensa na tarde desta quarta-feira.
Liberdade
No começo da noite de hoje, o ministro do Superior Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes concendeu o habeas corpus Pedro Passos. O pedido havia sido feito na tarde de segunda pelo advogado do parlamentar, Herman Barbosa.
Na decisão do ministro do STF, pesou o argumento de que não foi configurado flagrante no momento da prisão de Pedro Passos. Com a liberação, a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon, que havia marcado para a manhã desta quarta-feira o depoimento do parlamentar, cancelou o testemunho, sendo que não há previsão de quando outra data deverá ser marcada.
Confusão
Pedro Passos, segundo assessores, deixou a PF para sua casa no Lago Norte. Enquanto o distrital falava com a imprensa, os cabos eleitorais que o esperavam brigaram com o professor de teatro, Silvio Barbosa, de 29 anos, que protestava no local. Ele estava com um cartaz pedindo que o crime de corrupção fosse caracterizado como crime hediondo. “Isso é um absurdo a Justiça trabalha para soltar eles que roubam dinheiro da gente”, destacou ele, dizendo que levou pontapés de assessores de Passos.
Acusações
A Operação Navalha investiga fraudes em licitações e desvio de verbas públicas e prendeu ao todo 47 pessoas – entre elas o presidente afastado do Banco Regional de Brasília (BRB), Roberto Guimarães. Segundo a PF, Passos conseguiu aprovar, na Câmara Legislativa do Distrito Federal, crédito suplementar de R$ 3,5 milhões que se destinaria à Secretaria de Agricultura para pagamento da construtora Gautama para a construção de barragens na região de Rio Preto.
Em troca, teria exigido reiteradamente vantagens indevidas do dono da construtora, Zuleido Soares Veras, e da diretora da empresa, Fátima Palmeira, como indicam interceptações telefônicas feitas pela PF. O Tribunal de Contas da União (TCU) teria apontado irregularidades no contrato firmado entre o DF e a Gautama.