Ao sair do Palácio da Alvorada na manhã desta segunda-feira (16), o presidente Jair Bolsonaro classificou o educador Paulo Freire como “energúmeno”. A declaração foi feita em meio a críticas do presidente da TV Escola, canal fundado em 1996 e transmitido em algumas localidades do Brasil pelas TVs abertas.
“Os caras estão há 30 anos sendo formados assim. Tem muito formado aqui em cima dessa filosofia. Do Paulo Freire da vida. Esse energúmeno aí ídolo da esquerda”, disse Bolsonaro. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, não renovou o contrato com a empresa e, segundo o presidente, o motivo é que a programação trazia conteúdo “de esquerda” e “ideologia de gênero”.
“É uma programação totalmente de esquerda. Ideologia de gênero. Dinheiro público usado para isso. Tem que mudar isso aí. Daqui 10 anos ou 15 anos vai ter reflexo isso daí”, afirmou Bolsonaro. Segundo ele, o custo de renovação do contrato ao Ministério da Educação seria de R$ 350 milhões.
“TV Escola. Levou uma pancada a TV Escola. Queriam que eu assinasse um contrato agora, o Abraham Weintraub, de R$ 350 milhões. Quem assiste à TV Escola? Ninguém assiste. Dinheiro jogado fora”, complementou o presidente. Paulo Freire é também considerado o Patrono da Educação Brasileira.