Sionei Ricardo Leão
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O silêncio do governador eleito Agnelo Queiroz sobre a partilha de cargos e pastas na sua gestão não tem impedido partidos aliados de tentar ocupar o terreno por antecipação. As maiores legendas da aliança vêm se insinuando para algumas áreas, sob o argumento da experiência acumulada em tais temas ou pela vocação de seus quadros.
PMDB, PSB, PCdoB, PPS e PDT de forma sutil fazem planos por quinhões específicos para comandar, a partir de 1º janeiro de 2011. O PT de Agnelo também já emitiu sinais evidentes sobre algumas de suas preferências no próximo governo.
Segundo Apolinário Rebelo, do PCdoB, a legenda “pode contribuir na área do Esporte”, no próximo governo. Da mesma maneira que militantes de outros partidos, ele procura diminuir a importância da aspiração. “Agora, se o Agnelo entender que podemos ajudar em outra área, vamos concordar”, ressalvou.
O PCdoB, desde o primeiro mandato do presidente Lula, ocupa o comando do Ministério dos Esportes, pasta, aliás, que já foi comandada pelo próprio Agnelo, antes de migrar para o PT.
O PSB do senador eleito Rodrigo Rollemberg, de forma semelhante, se prepara para postular a pasta de Ciência e Tecnologia, assim como também está de olho na área da Agricultura no GDF.
O partido está à frente e pretende manter-se na chefia do Ministério da Ciência e Tecnologia de Lula, hoje ocupado pelo socialista Sérgio Rezende. Nos dois casos, PCdoB e PSB esperam fazer uma espécie de “dobradinha”: pretendem atuar em órgãos equivalentes no Governo Federal e no GDF.
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