Sionei Ricardo Leão
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Mistério e discrição têm sido a tática dos partidos que apoiaram o governador eleito do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), a respeito das pretensões quanto a ocupam espaço na futura estrutura de poder do GDF. De modo geral, os dirigentes das siglas dizem que aguardam o sinal do petista e o melhor momento para colocarem na mesa de negociação o tamanho da fatia que pretendem ocupar. Mesmo quem já tem certa definição do que quer evita se colocar como candidato a determinado cargo ou pasta.
O PSB, do deputado federal e senador eleito Rodrigo Rollemberg, por exemplo, considera-se vocacionado para atuar na área da ciência e tecnologia, ou agricultura. Mesmo assim, o parlamentar desconversa. “Quem vai decidir é o governador e no tempo dele. Acho que a partir de dezembro”.
Segundo Rollemberg, o PSB, no momento apropriado, vai colocar que tem experiência e capacidade para ocupar a área da ciência e tecnologia e agricultura. “Agora, a nossa intenção é contribuir”, minimiza. A exemplo do PSB, a maior parte das legendas prefere manter sob sigilo o que pretende. Quase todos os partidos já têm suas listas de nomes elaboradas, mas não revela. Essa suposta timidez também tem a ver com a conduta do governador eleito, que até agora não deu brecha para esse tipo de diálogo.
Segundo um dos integrantes da equipe do governo de transição, Chico Floresta, Agnelo Queiroz “sabe qual é o papel e a força de cada grupo partidário e não vai se estressar com qualquer tipo de pressão”. Ao menos nessa primeira fase, a doutrina do governador eleito tem sido respeitada. Os aliados tem dito que o mais importante é discutir o orçamento de 2011 e conhecer a estrutura atual do GDF. como recomendou Agnelo.
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