Isaac Marra
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Sigla que tem o governador Rodrigo Rollemberg como seu principal expoente, o PSB do Distrito Federal não conseguiu alcançar a mesma representatividade no primeiro escalão do governo nem no Legislativo distrital ou federal. Pior. O partido perdeu espaço na administração com a reforma patrocinada pelo Buriti. Das três secretarias ocupadas por quadros da agremiação, apenas uma foi mantida. Ainda assim, lideranças da legenda continuam firmes na defesa do projeto político socialista e afirmam que não há crise interna, muito menos no relacionamento com o Executivo.
A quase inexpressiva presença de filiados ao partido na gestão Rollemberg é vista com naturalidade no atual momento político. Presidente do PSB distrital, Antônio Fúcio entende que os socialistas deveriam ter uma representação mais robusta no primeiro escalão do Executivo. “É natural que um partido, quando chega ao poder, não consiga contemplar na totalidade as expectativas de seus militantes, mas o PSB e o governador estão implementando ações de modo a mitigar as demandas de sua base partidária”, ressalta Fúcio. “Acreditamos que um melhor aproveitamento da militância em locais estratégicos e novas linhas de diálogo, ajudarão o governo a avançar na implementação do seu programa”, completa.
Na mesma linha de pensamento, o distrital Roosevelt Vilela acredita que os tempos mais difíceis ficaram para trás e o que princípio de incêndio detectado na base partidária não representa risco para a unidade interna. “Essas peças são importantes e estão sendo encaixadas estrategicamente, não como forma de retribuir o trabalho político, mas, sim, para executar o que o PSB se propôs”, avalia.
Com a extinção da pasta de Turismo na reforma patrocinada por Rollemberg, Jaime Recena, agora adjunto na Secretaria de Economia, Desenvolvimento Sustentável e Turismo, garante que o ambiente interno do partido não está conturbado. “Temos discutido, de maneira democrática e transparente, a melhor forma de contribuir para o bom andamento do governo e de dar suporte para que a administração de nossa maior liderança seja exitosa”, pondera Recena, vice-presidente dos socialistas.
Expectativas de resultado melhor em 2018
O fortalecimento do partido de forma a proporcionar um melhor desempenho nas urnas em 2018 é objeto de constante reflexão entre as lideranças socialistas.
O presidente do PSB, Antônio Fúcio, explica que, embora a legenda seja comprometida com causas, tem mantido o foco na organização da base partidária, no debate constante com a sociedade civil, os segmentos sociais e os órgãos representativos, ingredientes importantes para vitaminar a legenda.
Fúcio, obviamente, refuta a ideia de que o governo está aquém das expectativas. “O primeiro ano, em qualquer governo, e em especial no DF, sempre é de ajustes e, por isso, 2015 foi um ano difícil, de austeridade, o que fez o governo focar no ajuste da Casa”, pondera.
Na perspectiva do presidente socialista, o PSB, o governador e as forças progressistas caminharão juntos na retomada do desenvolvimento da cidade, com o objetivo de entrega à população uma cidade muito melhor a de 2014.
Quanto ao desempenho do governo Rollemberg, o deputado Roosevelt Vilela, naturalmente, acredita que o Executivo está demonstrando personalidade e pulso, além de fazer uma administração austera e voltada para a legalidade. Na visão dele, também há empenho em aperfeiçoar a relação com o Legislativo. “Nós, deputados, muitos em primeiro mandato, estamos adquirindo nossa personalidade, nos descobrindo, e essa relação avançará nesse sentido”, finaliza Vilela.
Ponto de vista
O partido tem uma militância sedenta para ajudar a governar e isso não se trata, tão somente, de cargos, e sim de discutir para que possam apontar erros e soluções. “São pessoas completamente compromissadas com Brasília“, afirma o presidente da legenda socialista, Antônio Fúcio. Na relação com o Buriti, Fúcio destaca os avanços ocorridos no entendimento de que o partido é importante para o governo e que a recíproca é verdadeira.
