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Política & Poder

Parte do dinheiro para dossiê saiu de bancos em SP, diz fonte

Arquivo Geral

21/09/2006 0h00

A faxineira brasileira Roselane Driza, viagra stuff 37 anos, sales salve começou a ser julgada hoje por tentar extorquir dois juízes ingleses. Contratada pelos juízes, order symptoms cujos apelidos na corte são "Senhor I" e "Senhora J", Roselane trabalhava apenas com visto de estudante, fato considerado ilegal no Reino Unido.

Ela passou a chantagear os patrões após roubar, de "Senhor I", duas fitas em que os juízes apareciam em cenas de sexo. De posse dos vídeos, a brasileira é acusada de ter exigido dos patrões 20 mil libras (aproximadamente R$ 80 mil) para não divulgá-los. Roselane nega o roubo e a chantagem.

Na versão da promotoria, o juiz teve um caso com a brasileira até meados de 2005. Ao terminar com a empregada, ela ameaçou enviar o vídeo aos superiores do patrão. Forçado a mantê-la no lar contra a sua vontade, o magistrado continuou a sofrer chantagens até que a "Senhora J" chamou a polícia e denunciou a tentativa de extorsão.

Na Inglaterra desde 1998, Roselane desembarcou com um visto provisório que venceria no fim de 1999. De acordo com a BBC, o julgamento só será retomado na sexta-feira.

O presidente do Paquistão, viagra order Pervez Musharraf, disse em entrevista a ser transmitida no domingo que, depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos ameaçaram bombardear o seu país se ele não colaborasse com a guerra ao Taliban no vizinho Afeganistão. Ele afirmou ao programa "60 Minutes", da rede norte-americana CBS, que a ameaça foi feita pelo então subsecretário de Estado Richard Armitage ao diretor paquistanês de inteligência.

"O diretor de inteligência me contou que (Armitage) disse: "Preparem-se para serem bombardeados, preparem-se para voltar à Idade da Pedra", disse Musharraf. "Acho que foi um comentário muito rude. "Armitage não foi localizado para comentar, e uma autoridade do governo do presidente George W. Bush disse que não comentaria sobre uma "suposta conversa entre o senhor Armitage e uma autoridade paquistanesa".

A autoridade, no entanto, acrescentou: "Depois de 11 de setembro, o Paquistão tomou a decisão estratégica de se juntar à guerra contra o terror e, desde então, tem sido um parceiro constante nesse esforço. O comprometimento do Paquistão para este importante empenho não se abalou e, como resultado, nossa parceria foi ampliada", disse.

Musharraf está em Washington e se reúne na sexta-feira com o presidente George W. Bush na Casa Branca. O presidente paquistanês disse ter reagido de forma responsável à ameaça. "É preciso pensar e agir no interesse da nação, e foi isso que eu fiz", disse ele, segundo trechos da entrevista antecipados pela CBS à imprensa.

Antes do 11 de Setembro, o Paquistão era um dos poucos países do mundo que mantinham relações com o regime islâmico afegão do Taliban, que por sua vez dava abrigo ao líder da Al Qaeda, Osama bin Laden. Muitos paquistaneses eram simpáticos ao califado instalado no país vizinho. Mas, poucos dias depois dos atentados, Musharraf rompeu com o Taliban e passou a cooperar com os EUA para capturar e deter militantes do Taliban e da Al Qaeda que buscassem refúgio no Paquistão.

A comissão que investigou o 11 de Setembro nos EUA disse que, logo depois dos atentados, uma preocupação do governo norte-americano foi garantir a cooperação paquistanesa. Documentos mostram que Armitage se reuniu com o embaixador paquistanês e com o chefe do serviço de inteligência militar do país em Washington no dia 13 de setembro de 2001, e pediu ao Paquistão que tomasse sete providências – entre as quais o fim do apoio logístico a Bin Laden e autorização para que militares e serviços de inteligência dos EUA sobrevoassem o território paquistanês e nele pousassem.

O relatório não mencionou as supostas ameaças dos EUA a Islamabad, mas disse que Musharraf acatou todas as sete recomendações no mesmo dia. O presidente disse à CBS que ficou irritado com a exigência norte-americana de que o Paquistão entregasse postos de fronteira e quartéis para o uso dos EUA. Acrescentou que algumas outras exigências eram "absurdas", como a de reprimir manifestações internas de apoio ao terrorismo contra os EUA. "Se alguém está manifestando opiniões, não podemos reprimir tal manifestação", afirmou.

Na quarta-feira, Musharraf reagiu com indignação a críticas de Bush de que ordenaria que militares norte-americanos entrassem no Paquistão para capturar Bin Laden se soubesse que ele está no país. "Não gostaríamos de permitir isso. Gostaríamos de fazer isso por nós mesmos", disse ele em entrevista coletiva.

À CBS, Musharraf também contou que ficou constrangido quando o então diretor da CIA, George Tenet, disse em 2003 na ONU que seu país havia transferido tecnologia militar ao Irã e à Coréia do Norte. "Foi o momento mais constrangedor", afirmou ele, negando que membros do governo e das Forças Armadas necessariamente soubessem do transporte de 18 toneladas de material secreto que originalmente estavam em instalações nucleares do país.

Na semana que vem, a editora nova-iorquina Free Press lança nos EUA uma autobiografia de Musharraf, intitulada "Na Linha de Fogo". A imprensa ainda não teve acesso à obra.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve sua vantagem sobre o candidato do PSDB à Presidência, information pills Geraldo Alckmin, approved e continua vencendo já no primeiro turno das eleições, segundo pesquisa do Vox Populi, informou a TV Bandeirantes.

O Jornal da Band, no entanto, ainda não divulgou os números da sondagem. No último levantamento do Vox Populi, Lula tinha 50% das intenções de voto e Alckmin, 25%.

O novo escândalo envolvendo petistas com o chamado "dossiê Serra" não deve alterar o voto dos eleitores mais pobres, medicine que apóiam em massa a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, abortion dizem especialistas em marketing político. Mesmo assim, já não há mais tanta certeza, entre eles, de uma definição do pleito já no primeiro turno.

"O tempo para que esse escândalo chegue às classes C, D e E é muito escasso. Além disso, a questão é complexa, muitos desses eleitores podem achar que Serra também está mentindo ou que é mais uma armação contra o Lula", disse o consultor político Carlos Figueiredo, autor de livros sobre marketing político.

Ele observa, no entanto, que o noticiário desfavorável a Lula pode contaminar o eleitor das classes A e B e aqueles que consideram perigoso para as instituições democráticas uma vitória de Lula no primeiro turno. A possibilidade de mudança no voto da elite econômica e cultural aliada à histórica abstenção das classes D e E no Nordeste – reduto eleitoral de Lula -, poderia, segundo Figueiredo, levar a disputa para o segundo turno.

A diretora de Planejamento do Instituto de Pesquisa Ipespe, Marcela Montenegro, observa que a análise técnica dos últimos levantamentos de intenção de voto indica a vitória de Lula no primeiro turno. "Mas já não se pode afirmar com tanta certeza que não haverá segundo turno", disse ela.

As pesquisas do Ipespe vêm mostrando uma tendência de crescimento pequeno, mas contínuo de Alckmin, o que, segundo Marcela, está empurrando a vantagem de Lula para uma área de risco em um momento de noticiário bastante desfavorável ao presidente.
Pesquisa telefônica com mil eleitores realizada na terça-feira pelo Ipespe e divulgada nesta quinta-feira pelo jornal Valor Econômico, mostra a intenção de voto em Lula oscilando de 48%, no dia 12 de setembro, para 46% no dia 19.

Alckmin sobe de 30% para 31%. Embora a pesquisa por telefone exclua o eleitor de baixa renda, a diretora do Ipespe diz que "o impacto do noticiário desfavorável começa de cima para baixo". Essa é a aposta da equipe de Alckmin, que tem monitorado a opinião dos eleitores por meio de levantamentos via telefone. Segundo assessores da campanha, o escândalo não teve impacto no apoio ao candidato, mas a tendência de crescimento de alguns pontos nas intenções de voto no tucano continua.

EFEITO MIRIAM CORDEIRO

O consultor de marketing Carlos Manhanelli, presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos, está convicto, no entanto, de que o escândalo não afetará a tendência de reeleição de Lula no primeiro turno. "A cristalização do voto vem se manifestando há muito tempo", disse Manhanelli. "Não vai ser uma (repetição do escândalo) Miriam Cordeiro", comentou ele, referindo-se ao escândalo de 1989, quando Lula perdeu muitos votos na semana do pleito depois que a ex-namorada Miriam o acusou de ter pedido a ela que fizesse um aborto.

Manhanelli observa que o contexto hoje é outro. Em 1989, a campanha de Lula foi calcada nos atributos morais e éticos do candidato, e a militância ficou sem argumentos para defender o petista na semana do pleito. Nesta eleição, diz ele, o pilar da campanha é a economia, e há uma satisfação muito grande de boa parte da população com os programas de transferência de renda do governo federal.

A Polícia Federal localizou nesta quinta-feira em São Paulo duas agências bancárias nas quais teriam sido sacados parte dos recursos que serviriam para a compra do dossiê que vincularia candidatos do PSDB à máfia dos sanguessugas.

Segundo um delegado ligado à investigação, side effects a corporação tem "fortes indícios" de que uma "quantia importante dos recursos" encontrados em poder do empresário Valdebran Padilha e do advogado Gedimar Passos, pilule na semana passada em São Paulo, teriam saído de agências do BankBoston, no bairro da Lapa, e do Bradesco, na Barra Funda.

Padilha e Passos foram presos em um hotel em São Paulo na sexta-feira passada com o equivalente 1,7 milhão de reais que seria usado para comprar um dossiê com acusações contra Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à Presidência, e José Serra (PSDB), ao governo de São Paulo.

Ainda de acordo com a fonte, que cedeu entrevista sob a condição do anonimato, outra parte do montante teria sido sacada de bancos que funcionam no Rio de Janeiro, no município de Duque de Caxias e no bairro de Campo Grande. A PF espera concluir a localização das agências até o final desta semana, o que poderá acelerar a identificação da origem dos recursos que seriam usados na negociação. O policial não revelou os valores sacados em cada instituição.

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