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Política & Poder

Parlamentares evangélicos oram por Daniel Silveira e mídia

Silveira passou a noite em seu gabinete após Alexandre de Moraes determinar a instalação imediata da tornozeleira eletrônica no deputado

Geovanna Bispo

30/03/2022 17h15

Foto: Reprodução / Redes sociais

Um grupo de parlamentares ocupou o corredor do gabinete do deputado Daniel Silveira (União-RJ) e oraram pela salvação da “mídia golpista” e pelo deputado. O momento foi registrado e divulgado nas redes sociais do fotógrafo Lula Marques.

Veja o vídeo:

Vídeo: Reprodução / Redes sociais

Silveira passou a noite em seu gabinete após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinar a instalação imediata da tornozeleira eletrônica no deputado.

A determinação, que ocorreu na última terça-feira (29), atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo o órgão, Silveira teria descumprido medidas cautelares impostas quando ele deixou a prisão.

Outro motivo apontado pela procuradoria, seria que o deputado está agindo contra a democracia e tem aproveitado de suas aparições públicas para atacar a corte.

Após a decisão de Moraes, o deputado disse que apenas iria cumprir a ordem caso os colegas parlamentares votassem se a determinação do ministro pode ou não ser aplicada. “O deputado dormiu na câmara para não ser preso pela PF depois da ordem do ministro Alexandre Morais do STF”, escreveu o fotógrafo na publicação.

Em despacho urgente, o ministro notificou o secretário de Administração Penitenciária do Distrito Federal, Wenderson de Souza Teles, e o superintendente da Polícia Federal em Brasília, Victor César Carvalho dos Santos, para a ‘adoção das providências cabíveis para cumprimento da ordem’.

Além da tornozeleira, Moraes proibiu Silveira de participar de eventos públicos e de sair de Petrópolis (RJ), onde mora, podendo apenas se deslocar para Brasília para exercer o mandato.

O parlamentar foi preso no início do último ano, após divulgar um vídeo onde ele ameaça os integrantes do Supremo. Meses depois, em novembro, ele foi solto, mas foi determinado uma série de medidas a serem cumpridas por ele, como a proibição de acesso a redes sociais e de contato com outros investigados nos inquéritos das fake news e das milícias digitais.

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