Isaac Marra
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A crise política que assola o País tem saída, e muitas, na avaliação dos deputados brasilienses. Para os parlamentares, a superação dos problemas que afetam o Brasil pode ser com renúncia ou impeachment da presidente Dilma Rousseff, a união dos Três Poderes e a recuperação da credibilidade do governo.
Vice-presidente da Câmara Legislativa, Liliane Roriz (PTB) entende que a presidente Dilma deveria abrir mão de seu mandato. “Seria então o momento de todos os partidos, políticos, empresários e sociedade firmarem um pacto pela governabilidade”, sugere a distrital.
Na opinião do deputado Chico Leite (Rede), para driblar a crise é fundamental identificar suas causas e reconhecê-las sem oportunismo. “O impeachment pode dar outro rumo à condução do país, mas não é, em si, remédio para a crise política”, alerta Leite.
A superação da crise passa, necessariamente, pela união de todos os Poderes constituídos, segundo o distrital Bispo Renato Andrade (PR). “Não há saída isolada”, avalia o parlamentar. “Apesar de querer muito que ela saia, acho que o impeachment pode piorar o problema, justamente porque a crise política está incontrolável”, completa.
O deputado Rodrigo Delmasso acredita que a recuperação da credibilidade e a renovação das políticas econômica e social poderiam pôr fim à instabilidade no País. “As pessoas não acreditam que o governo consiga resolver os problemas da Nação”, pondera o parlamentar.
Culpado
O petista Chico Vigilante atribui à oposição a responsabilidade pela crise. “Ela será superada quando eles aprenderem que democracia é vontade da maioria, aferida através de voto e não de pesquisas”, destaca. Para ele, eventual impedimento de Dilma jogaria o país em um impasse político-institucional que “só interessa a quem não tem capacidade de resolver as coisas dialogando dentro da política”, finaliza.
Distritais vão às ruas
Deputados distritais deverão marcar presença nas manifestações contra e a favor do governo Dilma, marcadas para este domingo. Nem todos, no entanto, participarão dos atos.
Em nome do combate à corrupção e em defesa da população, os deputados Sandra Faraj (SD), Raimundo Ribeiro e Juarezão, os dois sem partido, Roosevelt Vilela (PSB), Celina Leão (PPS), Robério Negreiros (PMDB), Cristiano Araújo (PTB), Lira (PHS) vão se juntar aos manifestantes na Esplanada dos Ministérios.
A bancada petista, formada por Wasny de Roure, Chico Vigilante e Ricardo Vale, pretendia ir à manifestação do partido na Torre de TV, mas ela foi cancelada na noite de sexta-feira.
Quem não vai
– Telma Rufino (sem partido), Agaciel Maia (PTC) e Israel Batista (PV) ficarão com a família.
– Wellington Luiz e Rafael Prudente, do PMDB, terão agenda nas cidades.
– Julio Cesar (PRB) cumpre atividades religiosas.
– Luzia de Paula (Rede) se recompõe da perda da mãe.
– Cláudio Abrantes (Rede) estará do último ensaio da Via Sacra de Planaltina.
– Reginaldo Veras visitará as bases em Ceilândia.
– Renato Andrade (PR) não quis se manifestar.
– Chico Leite (Rede) e Liliane Roriz (PTB) não responderam.