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Política & Poder

Para Lula, Executivo e Judiciário se uniram para derrotar ação golpista

O petista também lembrou que ministros do Supremo sofreram pressões e ameaças de morte, sem detalhar os casos.

Redação Jornal de Brasília

02/02/2026 22h29

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Brasília, 2 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que os avanços econômicos do governo foram possíveis porque o Executivo e o Judiciário se uniram para “derrotar” os envolvidos na tentativa de golpe após as eleições de 2022. Durante a abertura do Ano Judiciário, no Supremo Tribunal Federal (STF), Lula afirmou que a condenação de acusados de tentativa de golpe foi necessária e deixou uma mensagem clara de punição a tentativas de ruptura democrática.

“Todos esses avanços só foram possíveis porque nos unimos e derrotamos aqueles que tentaram destruir a democracia. Porque temos instituições fortes, independentes e comprometidas com a manutenção do estado democrático de direito”, disse Lula.

O petista também lembrou que ministros do Supremo sofreram pressões e ameaças de morte, sem detalhar os casos. Durante a investigação da tentativa de golpe, a PF relatou um plano de sequestro e execução do ministro do STF Alexandre de Moraes, que foi o relator da investigação e julgamento da trama golpista. O plano, segundo a PF, previa ainda a execução de Lula e do então vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB).

Para o presidente, o STF não buscou protagonismo e invadiu as competências de outros Poderes. Segundo Lula, a população brasileira não deseja um conflito entre as instituições, e sim uma estabilidade política unida de justiça social e a distribuição de oportunidades.

Nesse sentido, ele afirmou que o Brasil se manteve firme durante ataques externos à soberania, em referência à crise com os Estados Unidos. Segundo Lula, o País respondeu com altivez diante da taxa de 50% sobre produtos nacionais e sanções contra autoridades e ministros brasileiros.

“Em 2025, enfrentamos ataques externos à nossa soberania. E nos mantivemos firmes. O Brasil respondeu com altivez, com base no direito internacional, com a força de suas instituições e, sobretudo, com a legitimidade conferida pelo povo. Reafirmamos que nenhuma nação se constrói sob tutela, e que a democracia brasileira não se curva a pressões e intimidações de quem quer que seja”, disse Lula.

DISCURSO INCOMUM

Não é comum que o presidente da República discurse na abertura do Ano Judiciário. O protocolo desse tipo de cerimônia prevê os discursos do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do procurador-geral da República, além do presidente do Supremo. Lula também falou na abertura do Ano Judiciário de 2023, na sessão que inaugurou o plenário reformado após os atos golpistas de 8 de janeiro.

A solenidade reuniu os chefes dos três Poderes em meio à crise de imagem envolvendo a atuação da Corte na investigação do Banco Master. Também estavam na solenidade os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Estadão Conteúdo

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