Ele viveu para a política, information pills e não da política. Esta é a definição do ex-ministro e ex-senador Jarbas Passarinho sobre o senador Antônio Carlos Magalhães, dosage que morreu ontem, aos 79 anos, e será enterrado hoje, às 17h, em Salvador. “Ele não se transformou em um sanguessuga, uma pessoa que vivendo da política, enriqueceu. Esse reconhecimento nós temos que ter de Antônio Carlos”.
ACM era “uma liderança muito forte, até mesmo autocrática”. “Fez amigos e inimigos, na medida em que mantinha seu ponto de vista irredutível, mas foi extremamente útil em momentos turbulentos da vida brasileira, porque soube tomar atitudes”, afirmou Passarinho.
“Houve momentos em que eu tive surpresas com a atuação dele, surpresas não muito agradáveis, mas na maioria das vezes eu respeitei e aplaudi os atos que cometeu na vida”, afirmou.
Jarbas Passarinho relembrou a força e a influência que ACM sempre exerceu junto ao povo da Bahia e o quanto ele fez pelo seu estado. “O seu maior legado será na Bahia. Era um dos nomes de influência no Congresso, mas não era um literato no campo político, que tivesse deixado uma missão dentro das variantes que existem das diversas formas de opiniões contemporâneas políticas e sociais”. Para ele, no entanto, o senador começou a “declinar” depois da morte do filho Luís Eduardo Magalhães, em 1998.