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Para ajudar afilhado político, Paes Se divide entre inaugurações e corpo-a-corpo

Por Agência Estado 28/09/2016 1h45

Em um espaço de uma hora, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) inaugurou duas escolas na manhã desta terça-feira, 27, somando 13 unidades educacionais entregues à população desde o início da campanha eleitoral, em 16 de agosto, além de três clínicas da família – contabilizadas apenas as inaugurações que tiveram a presença do peemedebista. <p><p>Por causa da eleição, o afilhado político de Paes e candidato do PMDB à prefeitura do Rio, Pedro Paulo, está proibido de participar de inaugurações. À tarde, o prefeito foi para a rua com Pedro Paulo, em caminhada no calçadão de Campo Grande, na zona oeste. No domingo, foi com o afilhado político à Feira de São Cristóvão (zona norte), reduto de nordestinos que vivem no Rio. <p><p>Paes argumenta que não aumentou o ritmo de inaugurações por causa da eleição. Em março, ele inaugurou 15 escolas e uma clinica da família, além de instalações para a Olimpíada. <p><p>Agora, porém, o tema da eleição está presente em cada visita. "Vejo no programa eleitoral todos falando que a gente fez obra demais, que não tem que fazer mais escola, mais BRT (vias expressas), mais nada. É engraçado, eu levo pancada pelas obras que fiz", discursou o prefeito. As duas inaugurações desta terça foram em Santíssimo, também na zona oeste. <p><p>Paes não menciona o nome de Pedro Paulo, mas diz que "ainda há muito a fazer" e cita o caso da falta de médicos especializados nas clínicas da família. "Não vou falar da campanha, mas existe um compromisso de criar as Clínicas de Especialidades", afirma o prefeito, citando um dos principais pontos do programa de governo do aliado. <p><p>"O Pedro é o candidato da continuidade, representa nosso governo, nosso programa, nossos projetos. Se as entregas (de obras) tiverem que reverberar, tem muita entrega para reverberar", disse Paes à reportagem, quando questionado se espera que as inaugurações tenham impacto na campanha de seu afilhado político. <p><p>Nos últimos dias da campanha, cinco candidatos brigam por uma vaga no segundo turno para enfrentar o líder das pesquisas, Marcelo Crivella, candidato do PRB, que tem 29% no Datafolha e 35% no Ibope. Pedro Paulo comemora a subida de dois pontos porcentuais, de 9% para 11%, nas pesquisas do Ibope e do Datafolha. <p><p>Pedro Paulo, Eduardo Paes e aliados são os mais contundentes nos ataques a Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, sobrinho do bispo Edir Macedo e, nesta eleição, aliado ao ex-governador Anthony Garotinho, do PR. Mas todos os candidatos correm para chegar ao segundo turno e formar uma frente contra Crivella.<p><p>A candidata do PCdoB, Jandira Feghali, que caiu dois pontos porcentuais nas duas pesquisas (de 8% para 6% no Ibope e de 9% para 7% no Datafolha), aponta "manipulação dos números". O discurso foi adotado por Jandira em comício na noite de segunda-feira, 26, ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Bangu, na zona oeste, e repetido nesta terça. "Vão fazer de tudo para nos tirar do segundo turno, manipular números, pesquisas. Nas ruas, nós estamos crescendo", disse Jandira. <p><p>Estabilizado com 9% no Ibope e 10% no Datafolha, Marcelo Freixo, do PSOL, procura se firmar com o candidato da esquerda, apesar da candidatura de Jandira. "A esquerda não está dividida, a esquerda está aqui", disse Freixo na noite de segunda, em comício com a participação do cantor e compositor Chico Buarque, na Lapa (centro), ao mesmo tempo que Lula pedia votos para Jandira na zona oeste. <p><p>Também estão na disputa o candidato do PSD, Indio da Costa (8% no Ibope e 5% no Datafolha), que se apresenta como o "candidato Ficha Limpa", por ter sido relator do projeto na Câmara dos Deputados, e Flávio Bolsonaro, do PSC, que tem como principal cabo eleitoral o pai, deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), líder conservador com aspiração de disputar a Presidência da República em 2018.<p><p>O Datafolha aponta mais um candidato, Carlos Roberto Osório, do PSDB, embolado na disputa pelo segundo lugar, com 6%, dois pontos a mais que na pesquisa anterior. No Ibope, o tucano tem 4%. <br /><br /><b>Fonte: </b>Estadao Conteudo








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