O ministro do Esporte, thumb Orlando Silva, disse hoje (7), ao depor na CPMI dos Cartões Corporativos, que a devolução dos R$ 34,3 mil aos cofres públicos foi “um fato político” criado para garantir o direito de apresentar sua versão à mídia sobre a denúncia de que teria usado o cartão corporativo na compra de uma tapioca.
“Eu não poderia assistir calado ao assassinato de alguém que tem 20 anos de vida pública”, justificou Orlando Silva, acrescentando que devolveu os R$ 8,30 pagos pela tapioca ainda em outubro do ano passado. “Muito antes das matérias publicadas na imprensa”, disse.
De acordo com o ministro, a devolução do dinheiro garantiu, no dia seguinte, a publicação e veiculação pela imprensa de sua versão. “Por um engano, usei o cartão aqui em Brasília, o que não pode”, esclareceu. O cartão corporativo é para pagar despesas de viagens e não pode ser usado em Brasília, cidade onde os ministros têm residência.
O ministro esclareceu o pagamento de uma hospedagem em hotel de luxo no Rio de Janeiro para ele e a família durante um fim de semana. “Nesse fim de semana cumpri agenda todos os dias, não foi uma hospedagem para lazer”, disse, acrescentando que a esposa participou da viagem porque “algumas vezes o protocolo exige a presença do cônjuge”. Ele disse que a filha estava junto porque na época tinha apenas nove meses de idade.
Orlando Silva disse que quando o hotel cobrou taxa adicional pela hospedagem da esposa e da filha, devolveu o dinheiro aos cofres públicos.