A líder do PT no Senado, ailment Ideli Salvatti (SC), disse que a ordem do governo é votar ainda hoje a emenda que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). “Vamos votar hoje de qualquer maneira”, disse.
Apesar das negativas do PSDB, a senadora disse que o governo formalizou proposta para tentar angariar votos do partido em favor da CPMF. Pela proposta, os recursos da CPMF seriam destinados integralmente à saúde. Atualmente, 0,20% dos 0,38% do imposto são destinados ao setor. “A proposta é do governo”, disse. A proposta poderia dividir o PSDB e fazer o governo ganhar os votos que precisa para aprovar a CPMF.
O ex-presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), disse que não houve formalização de proposta. “Não há nada. Não sabemos como está escrito, quais são as condições, como a proposta virá para o Congresso”, disse.
Segundo ele, se a iniciativa tivesse sido tomada antes “as coisas teriam sido bem diferentes” e mesmo que o governo formalize essa possibilidade ainda hoje, será difícil angariar votos do partido. “Como analisar uma proposta hoje para votar a CPMF hoje?” perguntou.
Jereissati chegou a falar em adiamento da votação caso o governo aceite destinar todo o recurso da CPMF para a saúde. Mas o líder do governo na Casa, Romero Jucá, disse que a votação está mantida para hoje à tarde.
A líder do governo no Congresso, senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) respondeu à convocação do líder no Senado, Romero Jucá, e está presente no Plenário, mesmo com o braço engessado, para a votação da emenda. Roseana sofreu uma queda no sábado e precisou submeter-se a uma cirurgia para a fixação de pinos no pulso.