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Política & Poder

Oposição critica decisão do STJ sobre planos de saúde

“O Brasil vive um momento muito triste. Os direitos da população estão sendo subtraídos sem dó nem piedade”, disse

FolhaPress

08/06/2022 21h32

Foto: Sérgio Lima

Políticos da oposição criticaram a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) desta quarta (8) sobre planos de saúde. Para a Corte, a lista de tratamentos cobertos pelos serviços, o chamado rol da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), deve ser taxativa.

O entendimento é considerado mais restritivo, e permite que os convênios médicos rejeitem procedimentos que não estejam previstos na relação de terapias aprovada pela agência. A decisão, em tese, ainda cabe recurso ao STF (Supremo Tribunal Federal), desde que seja apresentada uma questão constitucional relacionada ao tema.

O pré-candidato do PDT para a Presidência da República, Ciro Gomes, lamentou e lembrou que entre os procedimentos não incluídos estão o tratamento do autismo e de uma série de doenças raras e patologias graves.

“O Brasil vive um momento muito triste. Os direitos da população estão sendo subtraídos sem dó nem piedade”, disse.

Coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e pré-candidato do PSOL a deputado federal, Guilherme Boulos, disse que a decisão é um “absurdo”. Ele citou que isso afetará “milhares de pacientes” em todo o Brasil.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) classificou esta quarta como um “dia triste”. Para o parlamentar, “infelizmente” o “direito à vida e à saúde não prevaleceu no Tribunal”.

“Todos os brasileiros sentirão os efeitos desse retrocesso! Esperamos que o Judiciário revise a decisão!”, escreveu no Twitter. Em outra publicação, Randolfe disse que apresentou, em fevereiro, um Projeto de Lei “que resolve o problema”.

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) ressaltou que a decisão do STJ é “difícil de aceitar”. Segundo ela, isso causará insegurança aos usuários de planos de saúde e “prejudica milhares de famílias que eram beneficiadas por tratamentos de saúde que não constavam no rol de tratamentos da ANS”.

A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL) garantiu no Twitter que seguirá “na luta para derrubar a decisão no STF!”. “Não podemos permitir que a população seja prejudicada em prol do lucro dos planos de saúde”, declarou o senador Fabiano Contarato (PT-ES) na mesma rede social.

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