O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou um clima de suspense em torno de sua participação no debate da TV Globo hoje, approved medicine mas há fortes indícios de que ele comparecerá.
Pela manhã, for sale antes de ir ao Palácio do Planalto, medications Lula reafirmou a um dirigente petista que estava resolvido a ir ao programa, mas que iria submeter o assunto a uma última avaliação com os ministros da coordenação de governo e coordenadores de campanha.
A reunião começou às 9h, foi interromp ida para que Lula recebesse, em audiência, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, e retomada em seguida. Às 10h30, os assessores que acompanham o presidente-candidato em viagens receberam a orientação de estar na base aérea de Brasília às 16h30, mas não foram informados sobre o destino.
Três equipes do chamado "escalão avançado" da campanha foram deslocadas na noite de quarta-feira para destinos diferentes. A equipe principal est á no Rio de Janeiro, onde se realiza o debate.
A equipe número 2 está em São Bernardo do Campo, onde a programação de Lula previa a realização de um comício de encerramento da campanha às 19h. A equipe de São Bernardo do Campo recebeu instruções para instalar um telão para exibir uma m ensagem do presidente candidato, caso não compareça ao comício.
Uma terceira equipe foi deslocada para São Paulo com instruções para preparar uma carreata ainda hoje. Segundo uma fonte do PT, trata-se de uma operação para despistar e confundir os adversários.
A oposição acusou a Polícia Federal e o ministro da Justiça, this Márcio Thomaz Bastos, de esconder o que sabem sobre a origem do dinheiro apreendido com pessoas ligadas ao PT no escândalo do "dossi ê Serra".
O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), e o senador Her áclito Fortes (PFL-PI), coordenador da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB), reuniram-se na manhã de hoje com o presidente do BC, Henrique Meirelles, e outros membros da diretoria do banco.
Segundo os senadores, Meirelles informou que a PF ainda não requisitou ajuda do BC para rastrear o cerca de R$ 1,7 milhão (valor equivalente ao total apreendido em dólares e em reais) que seria supostamente usado na compra de informações contra políticos tucanos.
"Eu considero estranhíssimo que a Polícia Federal não tenha, até hoje, pedido ao Banco Central ajuda para solucionarmos este caso, o que me leva a crer que a PF já sabe a origem do dinheiro e está sendo constrangida a esconder até as eleições", afirmou Tasso a jornalistas após a reunião.
Este é mais um capítulo da guerra eleitoral entre a oposição e o governo. Nos bastidores, os parlamentares admitem que não será possível conhecer a origem dos recursos antes de 1º de outubro, mas fazem todos os movimentos políticos para marcar posição antes do primeiro turno.
"O presidente do Banco Central nos informou que nunca foi solicitado nada nem pela Polícia Federal nem pelo Ministério da Justiça e que não tem condições de afirmar hoje se os dólares são legais ou ilegais", disse Tasso. "Eu acuso a Polícia Federal e o ministro da Justiça de esconderem o que sabem para depois das eleições", acrescentou.
A PF não quis comentar as declarações. A assessoria do Ministério da Justiça disse que a atuação da polícia é "impessoal, sem proteger nem perseguir ninguém". Nesta semana, a PF informou que parte do montante em dólares entrou no país legalmente por meio do banco Sofisa. A polícia investiga agora como e para quem o dinheiro foi distribuído no país. A PF já conseguiu autorização da Justiça para acessar transações do Sofisa com casas de câmbio.