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Política & Poder

Número de parlamentares é moeda de troca na Câmara dos Deputados

Arquivo Geral

26/07/2010 9h00

O número de deputados eleitos e a quantidade de votos dados à legenda nas eleições para a Câmara definirão o tamanho dos partidos para efeito de distribuição proporcional do dinheiro do fundo partidário e do uso do horário eleitoral gratuito na TV. Essa distribuição valerá para os próximos quatro anos e são moedas fortes em alianças e composição como Planalto.

 

Antes mesmo de os votos caírem nas urnas, o PMDB e o PT estão convictos de que elegerão o próximo presidente da Câmara. Os candidatos já estão postos: Henrique Eduardo Alves (RN), caso o PMDB eleja a maior bancada, e Cândido Vaccarezza (SP), se o PT for o vencedor. O líder do PMDB, Henrique Alves, considera que o partido sairá na frente, elegendo de 95 a 100 deputados.

 

Com ajuda de Lula

 

As eleições de 2006 elevaram o PMDB à posição de maior partido, com 89 deputados. Com o troca-troca de legendas, a bancada tem hoje 90 parlamentares na Câmara, o que o mantém na condição de maior partido. “O PMDB tem grande força nos estados e muitos candidatos a governador, o que fortalece a formação das bancadas legislativas, mais do que provoca repercussão nacional”, diz Henrique Alves.

 

No PT, a intenção é aumentar a bancada atual de 79 deputados com mais 10 ou 15 eleitos. “Temos expectativa de um leve crescimento da bancada com base no trabalho que o PT vem fazendo no Congresso”, avalia o petista Vaccarezza. “O fato de Lula ser filiado ao PT ajuda a bancada”, acrescenta ele.

 

O deputado José Genoino (PT-SP) também considera que o presidente Lula faz a diferença quando o assunto é voto no partido. Com a popularidade alta, ter Lula como cabo eleitoral pode render os votos necessários para ultrapassar o aliado PMDB na Câmara. “Recente pesquisa eleitoral mostra que o PT tem 28% da preferência nacional. O partido pode ficar maior do que o PMDB”, afirma Genoino.

 

Leia mais na edição desta segunda-feira (26) do Jornal de Brasília.

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