O número de deputados eleitos e a quantidade de votos dados à legenda nas eleições para a Câmara definirão o tamanho dos partidos para efeito de distribuição proporcional do dinheiro do fundo partidário e do uso do horário eleitoral gratuito na TV. Essa distribuição valerá para os próximos quatro anos e são moedas fortes em alianças e composição como Planalto.
Antes mesmo de os votos caírem nas urnas, o PMDB e o PT estão convictos de que elegerão o próximo presidente da Câmara. Os candidatos já estão postos: Henrique Eduardo Alves (RN), caso o PMDB eleja a maior bancada, e Cândido Vaccarezza (SP), se o PT for o vencedor. O líder do PMDB, Henrique Alves, considera que o partido sairá na frente, elegendo de 95 a 100 deputados.
Com ajuda de Lula
As eleições de 2006 elevaram o PMDB à posição de maior partido, com 89 deputados. Com o troca-troca de legendas, a bancada tem hoje 90 parlamentares na Câmara, o que o mantém na condição de maior partido. “O PMDB tem grande força nos estados e muitos candidatos a governador, o que fortalece a formação das bancadas legislativas, mais do que provoca repercussão nacional”, diz Henrique Alves.
No PT, a intenção é aumentar a bancada atual de 79 deputados com mais 10 ou 15 eleitos. “Temos expectativa de um leve crescimento da bancada com base no trabalho que o PT vem fazendo no Congresso”, avalia o petista Vaccarezza. “O fato de Lula ser filiado ao PT ajuda a bancada”, acrescenta ele.
O deputado José Genoino (PT-SP) também considera que o presidente Lula faz a diferença quando o assunto é voto no partido. Com a popularidade alta, ter Lula como cabo eleitoral pode render os votos necessários para ultrapassar o aliado PMDB na Câmara. “Recente pesquisa eleitoral mostra que o PT tem 28% da preferência nacional. O partido pode ficar maior do que o PMDB”, afirma Genoino.
Leia mais na edição desta segunda-feira (26) do Jornal de Brasília.