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Política & Poder

Nos suspiros finais do governo, Rollemberg diz ‘entregar o DF numa situação de normalidade’

Arquivo Geral

21/12/2018 17h18

Rodrigo Rollemberg dá última coletiva sobre o balanço do seu governo. Foto: Raianne Cordeiro/ Jornal de Brasilia

Ana Karolline Rodrigues

redacao@grupojbr.com

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, afirmou, nesta sexta-feira (21), que está deixando o governo com déficit orçamentário zerado e que “entrega o DF numa situação de normalidade”. A afirmação foi feita em coletiva de imprensa no Palácio do Buriti, a última que Rollemberg participa como governador do Distrito Federal. “Estamos entregando o DF em condições infinitamente melhores do que quando recebemos no dia 1º de janeiro de 2015”, assegurou.

De acordo com dados do Governo do Distrito Federal (GDF), quando Rollemberg assumiu o governo, em 2015, havia um rombo total de R$ 6,5 bilhões, sendo mais de R$ 3 bilhões de dívida financeira. Além disso, ainda existia um déficit no orçamento de R$ 3,5 bilhões, ou seja, as folhas de pagamento de novembro e dezembro não estavam previstas na avaliação. Ao comparar a realidade do governo quando assumiu com a situação das contas públicas atualmente, Rollemberg classificou a sua gestão como efetiva. “Depois de muitos anos – não sei dizer qual foi a última vez que isso aconteceu, e se aconteceu -, mas nós acabamos com a ‘pedalada’. Ou seja, o nosso governo empenhou e liquidou uma folha a mais que todos os outros governos. Estamos falando de R$ 1,6 bilhões”, afirmou.

Rollemberg ainda garantiu deixar um saldo positivo na conta do GDF. “Ainda deixaremos R$ 1,545 bilhão de recursos de investimentos já contratados. Estamos falando de recursos da Caixa Econômica Federal, do BNDES, do Banco do Brasil, já com licença ambiental, prontos para serem utilizados”, relatou o governador.

Obras do DF

Ao citar tais recursos, ele afirmou que os mesmos serão usados ainda nestes últimos dias de governo para dar continuidade a obras em cidades do DF. “Hoje, às 16 horas, por exemplo, vamos iniciar a obra de infraestrutura da área de desenvolvimento econômico da Ceilândia. São recursos do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) já liberados. Usaremos para dar continuidade às obras de Vicente Pires, do Sol Nascente, para concluir o viaduto da Galeria dos Estados, ou seja, tem R$ 1,545 bilhão de investimentos já contratados pelo governo”, confirmou.

Referindo-se especificamente às obras inacabadas em Vicente Pires, Rollemberg relatou que elas estão em andamento e devem ser concluídas logo, no próximo governo. “O governador eleito terá apenas o trabalho de inaugurá-las”, disse.

Comparações

Em 2015, quando assumiu o GDF, Rodrigo Rollemberg relatou que o governo possuía R$ 55 milhões por mês, ou seja, R$ 660 milhões por ano, de serviços prestados sem contrato na área da saúde. Segundo ele, atualmente, os serviços como manutenção de ar-condicionado ou de tomógrafo, com exceção de 19 aluguéis, estão todos contratados.

O governador ainda citou que, em 2019, os professores começarão o ano com um terço das férias empenhadas e liquidadas pelo governo, com previsão de pagamento para o dia 3 de janeiro. “Muito diferente de quando assumimos, que precisamos liquidar as férias já com o orçamento de 2015 num ambiente de dificuldade financeira”. Citando o novo governo que assumirá o Distrito Federal em 2019, de Ibaneis Rocha, confirmou que deixará uma conjuntura favorável para um bom desempenho. “Veja a diferença, a facilidade que vai ser para o gestor que assumirá nessas condições”, comparou.

Relação entre governos

Nessa quinta-feira (20), o o vice governador eleito do DF, Pacco Britto, afirmou que Ibaneis herdará dívida de R$ 3 bilhões. Ao ser questionado sobre o assunto, Rollemberg mostrou uma certidão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) para comprovar totalidade de pagamento de precatórios. “Tá aqui ó, certidão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, 100% de precatórios de 2018 pagos. Mostra que nos cumprimos integralmente os compromissos com o tribunal pagando 100% dos precatórios referentes ao nosso período. Só este ano pagamos R$ 369 milhões em precatórios”, rebateu.

Certidão do TJDFT apresentada por Rollemberg. Foto: Reprodução.

Quanto à relação da atual gestão com o novo governo, o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, afirmou que “a transição ocorreu de forma absolutamente tranquila” e que “todas as informações do balanço do atual governo foram repassadas para a equipe de transição”.

Avaliação positiva

Ao finalizar, Rollemberg afirmou que o GDF ainda deve pagar R$ 700 milhões até o início de janeiro de contratos como o de vigilância e limpeza. “São compromissos corriqueiros do Distrito Federal. São coisas que, como são de dezembro, acabaremos pagando em janeiro, mas é um fluxo normal”. Ele ainda reiterou sua avaliação positiva do balanço econômico dos últimos quatro anos.

“Nós pegamos uma cidade à beira do caos e que, se não tivéssemos tomado as medidas corajosas que tomamos, poderia quebrar. Agora estamos entregando a cidade em uma situação de absoluta normalidade”, disse. Segundo Rollemberg, o novo governo já começará o ano com mais de R$ 600 milhões na conta. “Teremos pago o salário dos servidores da segurança pública. Há muitos anos o salário do servidor era pago com a parcela de janeiro e agora é pago com a parcela de dezembro”. “Por isso, quero agradecer a toda equipe econômica, porque foi muito trabalho, não foi nada fácil. Deixo meus agradecimentos”, concluiu.

Confira a entrevista do governador em vídeo:

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