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Política & Poder

Nos EUA, Marina diz que Brasil não deve ficar satisfeito com avanços

Arquivo Geral

22/07/2010 20h21

A candidata do Partido Verde (PV) à Presidência, Marina Silva, reconheceu hoje em Nova York os avanços do Brasil no setores econômico e social, mas disse que o país não deve se sentir totalmente satisfeito com isso.

“O maior risco que enfrentamos hoje é a complacência, pensar que esse êxito a curto prazo é bom e que continuará no longo prazo”, disse Marina durante um evento com investidores organizado pela Bolsa de Valores de São Paulo.

“Não devemos ser pessimistas, certamente, mas não podemos pensar em atalhos que nos afastem dos desafios importantes que temos pela frente”, acrescentou durante um discurso para centenas de convidados no hotel New York Palace.

Hoje foi o segundo dia de atividades de Marina em Nova York, onde divulgou suas propostas a empresários, investidores e cidadãos brasileiros estabelecidos na região.

A candidata do PV lembrou que o Brasil foi capaz de enfrentar “com um custo relativamente baixo” os efeitos da crise financeira mundial de 2008 e que nunca houve dúvidas da capacidade do país em corresponder às obrigações financeiras.

Marina lembrou que a previsão de crescimento da economia brasileira neste ano é de 7% e que há otimismo no país sobre o futuro econômico, “mas temos que ser cuidadosos”, acrescentou.

“A taxa de crescimento agora é desejável, mas reflete os efeitos de uma recuperação cíclica”, disse, ao apontar que o nível de oferta de bens e serviços dependerá de uma maior capacidade de produção por meio de investimento em infraestrutura, maquinaria, tecnologia e inovação.

“Só assim veremos viabilidade em nosso crescimento”, manifestou a candidata do PV.

Segundo Marina, o Brasil precisa de “grandes investimentos em infraestrutura” e expressou seu compromisso, no caso de chegar ao Governo, com um sistema de objetivos de inflação, austeridade fiscal e um regime de câmbio flutuante.

“O bom momento da economia brasileira não pode ser desperdiçado”, afirmou, ao ressaltar que as “legítimas” aspirações de crescimento devem caminhar junto com o respeito ao meio ambiente e a progressiva capacitação dos cidadãos.

Apesar de aparecer em terceiro lugar nas mais recentes pesquisas de intenção de voto, distante dos candidatos José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), Marina disse em entrevista coletiva posterior ao evento em Nova York que está “muito feliz” com o apoio que tem recebido do eleitorado.

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