A troca de acusações entre o presidente Lula (PT) e o candidato Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate desta sexta-feira (23/10) girou em torno de um whisky de suposto alto valor e de um acordo para vacina. Flávio questionou Lula sobre uma garrafa avaliada, segundo ele, em 1 milhão de reais.
O senador afirma que a bebida teria sido um presente do empresário Daniel Vorcaro ao presidente. Ele perguntou a Lula qual teria sido a “contrapartida” oferecida ao doador. Em um momento, Flávio comparou o valor do whisky a 70 meses de pagamentos do Bolsa Família.
Lula rebateu a acusação fazendo referência a uma reunião ocorrida em julho de 2020, durante as negociações do governo federal com a empresa produtora da vacina Covaxin. O presidente afirmou que Flávio teria participado de um encontro em um barco em Brasília para discutir o imunizante.
O candidato não respondeu diretamente à acusação feita por Lula sobre a reunião no barco. Em nota, a produção do debate assinala que as declarações sobre o valor da garrafa, a origem do presente e as circunstâncias das reuniões mencionadas precisam ser verificadas de forma independente.
O embate começou depois que Lula perguntou a Flávio Bolsonaro sobre sua relação com um coronel que atuava na Secretaria do Patrimônio da União. O presidente questionou se o coronel havia sido indicado pelo candidato e o que teria ocorrido com autoridades que investigaram o caso.
Flávio negou qualquer envolvimento e disse que a Justiça já havia decidido a questão. Ele então redirecionou o debate para questionar Lula sobre o whisky.