Da Redação
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Se houver um último debate entre os candidatos aos GDF, o eleitor pode ir dormir: não sairá nada de construtivo, de edificante. Joaquim Roriz (PSC), Agnelo Queiroz (PT), Toninho (PSOL) e Eduardo Brandão (PV) mais uma vez gastaram precioso tempo de TV sem oferecer absolutamente nada a quem vota. Quando não são propostas pouco factíveis, são cobranças que interessam apenas a si mesmos, feitas de forma a se cacifarem junto ao eleitor na tentativa de conquistar-lhe os arredios votos.
Os candidatos disseram logo a que vieram – discussões rasteiras sobre a honra alheia – no primeiro bloco, no qual fizeram perguntas uns aos outros. Foi repleto de ironias e agressões verbais. As mais contundentes, desfechadas por Toninho, sobretudo quando quis saber de Agnelo o que pensava sobre o fim do programa Saúde em Casa e a Fundação Hospitalar. Aproveitou para fazer campanha para a mulher, a candidata a distrital Maninha – autora do projeto do Saúde.
Roriz, é claro, foi o alvo preferencial das críticas. Teve de ouvir desde provocações de Brandão – “pergunto ao ‘eleitor’ Joaquim Roriz”, disse, deixando claro que não o reconhece como candidato – a cálculos de que os R$ 96 milhões supostamente desviados em contratos de informática em seu governo, dariam para construir em torno de 100 creches – como alfinetou Agnelo.
O ex-governador, porém, mostrou bom humor quando disse que faria apenas perguntas a Toninho, por considerá-lo sincero. A plateia adorou e explodiu em gargalhadas. E se disse favorável à Lei da Ficha Limpa, desde que (claro) não seja retroativa.
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