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Política & Poder

Nikolas Ferreira diz que acionará MP contra Lula; Rogério Marinho prepara ação

Deputado afirma que apresentação da Acadêmicos de Niterói teve promoção do governo e diz que levará o caso ao Ministério Público e à Justiça Eleitoral

Redação Jornal de Brasília

16/02/2026 16h43

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou nesta segunda-feira, 16, que ingressará com uma representação no Ministério Público (MP) para pedir ação de improbidade administrativa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e contra a escola de samba Acadêmicos de Niterói pelo desfile realizado no último domingo, 15. Segundo o parlamentar, a apresentação configurou “propaganda eleitoral antecipada”.

“Sob o pretexto de cultura, vimos dinheiro público federal financiar um verdadeiro desfile-comício em rede nacional. Teve enredo, alegorias e transmissão exaltando o presidente e seus programas de governo. Surreal. Diante disso, protocolarei representação ao Ministério Público para que seja proposta ação de improbidade administrativa contra o Lula e a escola de samba beneficiada”, escreveu no X.

Nikolas criticou o posicionamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmando que a Corte tratou o episódio como manifestação cultural, enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permanece inelegível “por muito menos”. O deputado disse que, caso Lula registre candidatura em 2026, ingressará com Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) por abuso de poder político e econômico.

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), também informou que pretende acionar a Justiça Eleitoral, mas não divulgou detalhes sobre o tipo de ação ou o prazo para protocolá-la. “Não aceitaremos a normalização do uso indireto de eventos culturais de grande projeção como instrumento de promoção pessoal e eleitoral. Adotaremos todas as medidas judiciais cabíveis, com a provocação da Justiça Eleitoral, para que se apure eventual abuso de poder político e uso indevido de estruturas que deveriam servir a todos os brasileiros”, afirmou o senador nas redes sociais.

Estadão Conteúdo

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