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Política & Poder

‘Não o conheço’, diz Gilmar Mendes sobre vice de Flávio Bolsonaro

Questionado sobre o pedido para agilizar a produção de provas, Gilmar afirmou que a “questão não é essa

Redação Jornal de Brasília

07/08/2026 23h00

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

JOÃO PEDRO ABDO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes disse, nesta sexta-feira (7), não conhecer o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). O magistrado é relator de um pedido de investigação feito pela Polícia Federal sobre uma suspeita de estupro de vulnerável.


Gaspar havia afirmado, na quinta (6), que Gilmar não gostava dele, mas que esperava imparcialidade do ministro. O deputado nega a acusação de que manteve relação sexual e que teve uma filha com uma adolescente de 13 anos. O parlamentar afirma que, na verdade, o caso trata de um primo e que a relação foi consensual.


O tema veio à tona após o vice de Flávio, que relatou a CPI do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), ser acusado publicamente de estupro pelo deputado federal Lindbergh Faria (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) durante a leitura do relatório da comissão.


Os congressistas apresentaram um notícia-crime sobre o caso. Em resposta, Gaspar realizou um teste de DNA, antes de qualquer pedido judicial, para provar que a criança não seria sua filha.


Após o anúncio do PL, o vice de Flávio pediu à PGR (Procuradoria-Geral da República) e ao STF (Supremo Tribunal Federal) que acelerassem o andamento no caso, tendo em vista que já havia coletado as amostras.


O ministro do STF falou a respeito durante o lançamento da edição de 30 anos do seu livro “Jurisdição Constitucional”, resultado de seu doutorado na Alemanha. O evento aconteceu na sede do IDP em São Paulo.


Questionado sobre o pedido para agilizar a produção de provas, Gilmar afirmou que a “questão não é essa”.


“O que está submetido a mim ainda é um pedido de providências preliminares por parte da Procuradoria-Geral da República. Isso foi encaminhado pela Polícia Federal. Vamos exaurir essa fase para depois nos debruçarmos sobre outra, eventualmente”, afirmou o ministro.


Ainda sobre o vice de Flávio, o magistrado disse: “Não conheço”.


A PF pediu a abertura das investigações em abril. Gilmar determinou posicionamento da PGR, que deve decidir pela abertura ou não. A Procuradoria, por sua vez, pediu mais apurações antes da definição. O ministro deu um prazo de 15 dias para Lindbergh e Soraya apresentarem mais informações a respeito.
Gaspar foi relator da CPI que apurou os descontos indevidos em aposentadorias. Em seu relatório final, ele pediu o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula (PT). A reunião para leitura do documento foi tumultuada.

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