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Política & Poder

Na volta da propaganda, Flávio Bolsonaro fala 22 vezes em mudança, e Lula alerta para retrocesso

O PL elegeu 19 senadores no domingo (4) e terá, a partir de 2027, a maior bancada do Senado

Redação Jornal de Brasília

09/10/2026 11h05

brazil election campaign

Foto: NELSON ALMEIDA / AFP

MARINA COSTA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

No primeiro dia de propaganda eleitoral após o primeiro turno, as palavras “mudança” e “mudar” foram repetidas 22 vezes em cinco minutos da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) no rádio, enquanto a campanha do presidente Lula (PT) classificou de “retrocesso” o que o rival chama de transformação e enfatizou propostas para a educação.

“O Brasil já decidiu, votou na mudança. E a mudança é muito maior do que eu. Vocês escolheram um novo Brasil. E agora, no segundo turno, o Brasil não tá mais dividido, tá todo mundo do mesmo lado. O Brasil tá no lado da mudança”, disse Flávio Bolsonaro na inserção.

O filho de Jair Bolsonaro (PL), ex-presidente condenado e preso por tentar um golpe de Estado, exibiu na peça o apoio de Ronaldo Caiado (PSD), candidato que recebeu 2,18% dos votos e ficou em quinto no primeiro turno, e de Romeu Zema (Novo), sexto colocado com 0,27% dos votos.

Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito governador de São Paulo no primeiro turno com 62,65% dos votos, participou enfatizando a eleição de dois senadores paulistas à direita —Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). O PL elegeu 19 senadores no domingo (4) e terá, a partir de 2027, a maior bancada do Senado.

A publicidade retomou as propostas do fim da reeleição para o cargo de presidente, de declarar facções criminosas como organizações terroristas —além do PCC (Primeiro Comando da Capital e do CV (Comando Vermelho), houve menção às milícias— e de construir cinco presídios federais.

Os cinco minutos do presidente Lula começaram com a retomada de índices negativos do governo de Jair Bolsonaro, como cortes no Farmácia Popular, não reajuste do salário mínimo e cortes na área da educação. Em seguida, o atual mandatário rebateu o conceito de mudança do rival.

“Não vejo no meu adversário qualquer possibilidade de fazer alguma coisa que seja um futuro promissor para a sociedade brasileira”, disse Lula. “De um lado, o fortalecimento do regime democrático, do outro lado, uma barbárie, em que não tem respeito a valores, não tem respeito a gêneros, não tem respeito às diferenças, não tem respeito à democracia, não tem respeito aos adversários”, acrescentou.

Parte da publicidade do petista foi dedicada a propostas na área da educação, como o aumento dos investimentos em universidades e institutos federais e, no ensino médio, a garantia do Bolsa Família e a universalização do programa Pé de Meia como formas de incentivo e prevenção à evasão escolar.

Outras promessas da campanha do petista foram lembradas, como o reajuste do salário mínimo acima da inflação, a geração de empregos e o fim da escala 6×1. A propaganda também convocou os eleitores a ir às ruas fazer campanha e virar votos para o presidente.

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