Sionei Ricardo Leão
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No Distrito Federal, o poder de decisão das mulheres nas urnas é maior que o das demais regiões do País. Estatística divulgada ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) demonstra que, em outubro, os candidatos disputarão os votos de cerca de 985 mil cidadãs habilitadas a se manifestar nas urnas. Correspondem a 53,6% do total de eleitores.
Pelos dados da Justiça Eleitoral, são quase 851 mil os títulos eleitorais nas mãos do público masculino do DF. Os homens têm 133,7 mil votos a menos do que as mulheres. Em âmbito nacional, a maioria do eleitorado também é composta de mulheres, que pelos dados corresponde a 51,8% – equivalente a 70,3 milhões de eleitoras. Os homens representam 65,2 milhões de votantes.
A socióloga do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), Guacira César de Oliveira, considera que há pouco a se comemorar quando se trata da presença feminina nas eleições, apesar de as mulheres serem a maioria. Na Câmara Legislativa, somente três dos 24 mandatos são ocupados por deputadas.
Os três gabinetes da Câmara Legislativa nos quais quem decide usa saias são o de Jaqueline Roriz (PMN), o de Eliana Pedrosa (DEM) e o de Érika Kokay (PT). A representação era um pouco maior com a presença de Eurides Brito (PMDB), que teve o mandato cassado por quebra de decoro parlamentar. Com esse desfalque, o percentual de mulheres distritais, que era de 16%, baixou para 12,5%.
Atualmente, o DF não tem qualquer representante feminina na Câmara dos Deputados e no Senado. Os 11 mandatos são exercidos por homens. De acordo com os números do Cfemea, em todo o Congresso a participação de mulheres é de apenas 9,75%.
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