Em entrevista para o jornal Brasil de Fato, ligado aos movimentos sociais, o principal líder do Movimento dos Sem Terras (MST), João Pedro Stedile, declara que a candidatura de José Serra (PSDB) representa “o núcleo central dos interesses da burguesia e a volta do neoliberalismo”. Para Stedile, o tucano está a serviço dos “interesses da burguesia internacional, da burguesia financeira, dos industriais de São Paulo, do latifúndio atrasado”.
Frente a esse cenário descrito por ele, o líder maior do MST defende que, “como militantes sociais, e como movimentos sociais, temos a obrigação política de derrotar a candidatura Serra”.
Dilma, segundo o líder do MST, representa “setores da burguesia brasileira que resolveram se aliar com Lula, setores mais arejados do agronegócio, a classe média mais consciente, e praticamente todas as forças da classe trabalhadora organizada”.
Diante disso, ele recomenda: “Nós achamos que a vitória da Dilma permitirá um cenário e correlação de forças mais favoráveis a avançarmos em conquistas sociais, inclusive em mudanças na política agrícola e agrária. E, evidentemente que nesse cenário, incluímos a possibilidade de um ambiente propício para maior mobilização social da classe trabalhadora como um todo, para a obtenção de conquistas. Como militantes sociais e como movimentos sociais, temos a obrigação política de derrotar a candidatura Serra, que representa o núcleo central dos interesses da burguesia e a volta do neoliberalismo.”
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