O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pediu ontem que o Conselho Nacional do Ministério Público afaste os promotores envolvidos no mensalão do DEM. Em ofício enviado ao órgão responsável pela fiscalização de procuradores e promotores, o MPDFT afirma que Leonardo Bandarra e Deborah Guerner são “incompatíveis com a dignidade e importância” das funções que exercem.
Bandarra, ex-chefe do MPDFT, Deborah são acusados pela procuradoria federal de receber propina do mensalão do DEM para manter informado o ex-governador José Roberto Arruda e alguns dos seus principais auxiliares sobre as investigações feitas contra eles. Os promotores negam.
O documento, que leva a assinatura de oito promotores, foi enviado ao CNMP em 8 de novembro e publicado ontem pelo MPDFT. Os integrantes do Conselho se reúnem na próxima semana, mas a pauta ainda não está decidida.
Segundo a atual chefe do MPDFT, Eunice Carvalhido, os dois são acusados formalmente e, por isso, devem ser afastados da promotoria. “Urge que seja reapreciado o afastamento de ambos, de modo a impedir o exercício de funções cuja dignidade e importância se mostram incompatíveis com a condição de denunciados por condutas de tamanha gravidade.”
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