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Política & Poder

Moraes relata inquérito da PF contra Flávio Bolsonaro por suspeita de lavagem de dinheiro

Investigação apura possíveis vínculos financeiros com empresas de apostas e advogado, a cinco dias do segundo turno

Redação Jornal de Brasília

20/10/2026 16h27

O ministro Alexandre de Moraes sentado à mesa durante uma sessão no Supremo Tribunal Federal.

Foto: Divulgação/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes foi sorteado para relatar um novo inquérito da Polícia Federal contra o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro, a poucos dias do segundo turno das eleições. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro ligadas a plataformas de apostas e envolve também o advogado Willer Tomaz.

O processo foi enviado ao STF devido ao foro privilegiado do parlamentar e caiu com Moraes por meio de sorteio eletrônico. Nesta terça-feira (20/10), o ministro assume a relatoria.

A PF investiga o uso de empresas de apostas legalizadas para lavar recursos de origem não esclarecida. Em diligências, foram encontrados arquivos que apontam uma relação financeira com o senador, incluindo um e-mail, enviado em 2025, em que uma funcionária de Tomaz solicita a retirada do nome de Flávio Bolsonaro de uma conta no exterior e registros de viagens internacionais da família dele pagas por empresas do advogado.

A defesa do candidato rejeita qualquer irregularidade. Afirma que a relação com o advogado é de amizade e que não houve compartilhamento de contas ou benefícios ilícitos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, adversário de Flávio Bolsonaro no pleito, usou a divulgação do caso para lançar um desafio público, propondo que ambos abram seus sigilos telefônico e bancário.

A abertura do inquérito não impede a candidatura ou uma eventual posse do senador, pois apenas uma condenação definitiva, após anos de tramitação judicial, poderia afetar seus direitos políticos. A lei eleitoral também protege candidatos de prisões desde 15 dias antes da eleição até 48 horas após o pleito, salvo em flagrante. Analistas apontam que o impacto mais imediato deve ser no desgaste de imagem e no uso do tema pela campanha adversária em meio ao debate dominado pela questão da corrupção.

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