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Política & Poder

Moraes nega remoção de Bolsonaro para hospital após queda na cela

Decisão do ministro do STF se baseia em avaliação médica da PF que considerou ferimentos leves e indicou apenas observação.

Redação Jornal de Brasília

06/01/2026 18h31

stf moraes

Foto: Antonio Augusto/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, nesta terça-feira (6), a remoção do ex-presidente Jair Bolsonaro para atendimento hospitalar após uma queda sofrida na madrugada anterior. Bolsonaro está preso em uma cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF).

A decisão de Moraes foi fundamentada na avaliação da equipe médica da Polícia Federal, que constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento imediato a um hospital, recomendando apenas observação. No despacho, o ministro destacou que não haveria ‘nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital’.

Entretanto, Moraes aconselhou a defesa de Bolsonaro a realizar exames, desde que previamente agendados e com indicação específica comprovada. O ministro determinou que a defesa indique quais exames são necessários para que se verifique a possibilidade de realização no sistema penitenciário.

A esposa de Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, relatou o incidente em postagem no Instagram, afirmando que o marido teve uma ‘crise’ durante o sono, caiu e bateu a cabeça no móvel. Ela lamentou a demora no atendimento, que só ocorreu pela manhã, durante uma visita às 9h, atribuindo o atraso ao fato de o quarto permanecer fechado. Michelle mencionou que Bolsonaro não se recordava quanto tempo ficou desacordado e que seriam necessários exames para verificar possível trauma ou dano neurológico.

O médico Cláudio Birolini, que atende o ex-presidente, informou à imprensa que se tratou de um ‘traumatismo leve’.

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