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Política & Poder

Moraes dá prazo de 15 dias para governo do RJ enviar imagens de megaoperação

O ministro também determinou que o Ministério Público do Rio de Janeiro esclareça a participação do órgão em todas as fases da Operação

Redação Jornal de Brasília

05/02/2026 17h57

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

UOL/FOLHAPRESS

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou que o governo do Rio de Janeiro envie imagens da megaoperação que deixou mais de 120 mortos nos complexos da Penha e do Alemão, na capital fluminense. A ação ocorreu no final de outubro do ano passado.

Moraes deu prazo de 15 dias para o Executivo estadual. Segundo o ministro, as câmeras ou as imagens capturadas durante a ação devem ser enviadas para a Diretoria Geral da Polícia Federal para realização de perícia, com transcrição e laudo. A decisão foi assinada neta quarta-feira (4).

O ministro também determinou que o Ministério Público do Rio de Janeiro esclareça a participação do órgão em todas as fases da Operação. Moraes deu ainda um prazo de cinco dias para o Conselho Nacional de Justiça informar ao STF o estágio atual da análise do Plano Estratégico de Reocupação Territorial apresentado pelo governo do Rio de Janeiro em dezembro do ano passado.

A Corregedoria a Polícia Militar prendeu seis agentes do Batalhão de Choque, suspeitos de cometer crimes durante a megaoperação de outubro. A prisão levou em conta a análise das câmeras corporais dos policiais. Ao menos dez policiais militares do Batalhão de Polícia de Choque foram investigados depois da ação.

Operação Contenção, que deixou mais de 120 mortos nos complexos da Penha e do Alemão, foi considerada a mais letal da história do país. Ação buscava conter o avanço territorial do CV (Comando Vermelho), prender integrantes já identificados, arrecadar novas provas, identificar patrimônios ilícitos para posterior bloqueio judicial, bem como apreender drogas, armamentos e remover barricadas.

Polícia prendeu 113 pessoas e apreendeu 10 adolescentes. Entre os detidos, 33 são de outros estados.

Foram apreendidas 118 armas, entre elas 91 fuzis. O número exato de drogas e munições apreendidos não foi informado pelos órgãos, na época. Ação mobilizou 2.500 agentes para cumprir mandados de busca e apreensão em localidades da capital fluminense.

Em janeiro deste ano, o governo do Rio chegou a fazer uma nova fase da operação. A ação contra membros do CV ocorreu em outros locais como a Vila Kennedy, na zona oeste do Rio, e no Complexo do Chapadão onde outros três suspeitos morreram.

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