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Política & Poder

Moraes autoriza PF a ouvir delegado Rivaldo Barbosa investigado por morte de Marielle

Moares ressaltou no despacho que os investigadores deverão assegurar o direito ao silêncio e a garantia de não incriminação

Redação Jornal de Brasília

27/05/2024 18h30

Tomaz Silva/Agência Brasil/Arquivo

O depoimento do delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa, poderá ser prestado à Polícia Federal A autorização foi dada nesta segunda-feira (27) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi preso em função das investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Pela decisão, a Polícia Federal terá prazo de cinco dias para realizar a oitiva. Moares ressaltou no despacho que os investigadores deverão assegurar o direito ao silêncio e a garantia de não incriminação.

Na semana passada, o delegado fez um pedido escrito à mão para ser ouvido pela PF. Ao ser intimado a responder à denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Rivaldo pediu “pelo amor de Deus ” e “por misericórdia” para prestar depoimento. Ele está preso no presídio federal em Brasília.

Além do delegado, o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro Domingos Brazão e o deputado federal (União-RJ) Chiquinho Brazão foram denunciados ao Supremo pela PGR por homicídio e organização criminosa. Todos estão presos por determinação de Moraes pelo suposto envolvimento no assassinato da vereadora.

Segundo as investigações, o ex-chefe da Policia Civil deu orientações, a mando dos irmãos Brazão, para realização dos disparos contra Marielle e o motorista Anderson Gomes.

Após a apresentação da denúncia, a defesa de Rivaldo Barbosa questionou a credibilidade dos depoimentos de delação premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, réu confesso do assassinato e que apontou o delegado e os irmão Brazão como participantes do crime. As informações são da Agência Brasil.

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