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Política & Poder

Moradora do DF é expulsa de cerimônia após protestar contra Dilma, no Palácio do Planalto

Arquivo Geral

07/04/2016 14h03

Vestida com uma camiseta com a frase “Impeachment é democracia”, uma moradora do Distrito Federal, conhecida como Kelly Bolsonaro, foi expulsa do Palácio do Planalto nesta quinta (7), após tentar protestar contra a presidente Dilma Rousseff durante um ato em defesa de seu mandato.

Com mais de 11 mil seguidores em um rede social,  Kelly foi expulsa sob os gritos de “Fora Bolsonaro” quando tentou abrir uma faixa com críticas à presidente. Centenas de mulheres que participam do “Encontro com Mulheres em defesa da Democracia”, conduziram a mulher até o elevador do local. 

“Me senti violentada no meu direito à livre manifestação. Eu cumpri todos os protocolos e não pude me manifestar, dizer o que 90% das mulheres querem, que é a saída da presidente”, afirmou à reportagem.

Em sua página, Kelly disse recentemento que “mulheres não deveriam exercer muitas profissões que só os Homens têm capacidade. Se tem alguma mulher que é capaz de exercer uma função masculina como um Homem, são casos tão raros e tão únicos que não pode ser levado em conta”.

Invasão 

Recentemente, Kelly já fez outros protestos contra a presidente. Durante um jogo entre Flamengo e Fluminense, a moradora de Santa Maria invadiu o gramado do Estádio Mané Garrincha no domingo, 21 de fevereiro. Ela estava com uma faixa que dizia: “Fora Dilma”. 

A principal bandeira de Kelly é o apoio à pré-candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) à presidência da República. 

Kelly disse ainda que as demais mulheres que participavam do ato bateram na sua cabeça e a empurraram. “Eu vim para uma cerimônia de mulheres pela democracia e não tive direito de viver a verdadeira democracia porque elas me expulsaram do Planalto”, disse.

Também em fevereiro, quando Dilma foi à Câmara dos Deputados participar da abertura do ano Legislativo, ela causou tumulto ao gritar palavras contra a presidente no Salão Verde da Casa. No ano passado, ela fez parte do grupo pró-impeachment que ficou algemado no Congresso.

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