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Política & Poder

Ministério Público Militar levanta suspeitas sobre as cessões de oficiais da PMDF

Arquivo Geral

13/11/2010 10h34

Carlos Carone

carone@jornaldebrasilia.com.br

 

O Ministério Público Militar levantou suspeitas sobre as cessões de oficiais da Polícia Militar do Distrito Federal e estuda a abertura de uma ação civil pública para barrar todas as promoções e empréstimos que forem julgados irregulares e com o objetivo de beneficiar alguns militares. A informação foi confirmada, ontem à tarde, pelo promotor da 1ª Promotoria de Justiça Militar do Ministério Público, Nísio Tostes.

 

A ação teria como alvo investigar as circunstâncias que envolvem os empréstimos de pessoal e, por consequência, a promoção de oficiais que ocupam as vagas deixadas por seus superiores, quando deixam a PM para ocupar cargos em órgãos do GDF e do Governo Federal.

 

“Vai ter que ser feita uma ação civil pública contra o governador. Esse não é um ato do comando da Polícia Militar: é um ato do governador do Distrito Federal. Vamos fazer esse trabalho em parceria com a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público (Prodep). Será uma ação que mexe com mais de uma promotoria. Estamos em fase de análise e levantamento de dados. A situação ficou mais grave na última quarta-feira, quando 12 tenentes-coronéis foram agregados a outros órgãos do GDF”, afirmou o promotor. Ao longo desta semana, o Jornal de Brasília denunciou a farra dos empréstimos de oficiais da PM.

 

Tostes disse que as investigações passarão um pente-fino na corporação, principalmente na parte que tange os oficiais graduados. “Todos os detalhes da ação serão estudados. Vamos fazer uma análise caso a caso de todas as agregações. As que se demonstrarem com desvio de finalidade, serão objetos da ação civil pública para que todas sejam desconstituídas e não contem como vagas, para as promoções de dezembro. Essa ação tem que ser impetrada antes de dezembro. É a única maneira de evitar as promoções. É uma situação que infelizmente foi provocada. Se continuar nesse ritmo, a PM só vai ter coronel”, criticou.

 

Leia mais na edição deste sábado (13) do Jornal de Brasília.

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