O Ministério das Mulheres do Brasil repudiou veementemente as declarações misóginas proferidas por Paolo Zampolli, assessor especial do governo dos Estados Unidos para parcerias globais, contra meninas e mulheres brasileiras.
Em entrevista à emissora italiana RAI, Zampolli se referiu às mulheres brasileiras como ‘raça maldita’ e afirmou que elas são ‘programadas para fazer confusão’ e ‘fazem confusão com todo mundo’.
Segundo nota oficial do Ministério, as afirmações reforçam um discurso de ódio e desvalorizam as mulheres do país, afrontando a dignidade e o respeito. A pasta enfatizou que a misoginia não constitui opinião, mas sim uma manifestação de ódio, aversão e incitação à violência, configurando prática criminosa que não pode ser relativizada pela liberdade de expressão.
O governo brasileiro reafirma seu compromisso com a promoção dos direitos das mulheres e o enfrentamento de todas as formas de violência de gênero e raça, incluindo a misoginia, reconhecida como fator de risco para a escalada de agressões que podem culminar em feminicídio.
A primeira-dama Janja Lula da Silva também se manifestou em suas redes sociais, repudiando a fala de Zampolli. Ela mencionou que o assessor é acusado por sua ex-mulher, a modelo brasileira Amanda Ungaro, de violência doméstica e abuso sexual e psicológico. ‘As mulheres brasileiras, com muita força e coragem, rompem, diariamente, ciclos de violência e de silenciamento. Dizer que somos uma ‘raça maldita’ e ‘programadas para causar confusão’, não nos diminui. Pois sabemos muito bem quem somos e temos muito orgulho de quem nos tornamos diariamente’, declarou Janja.
O Ministério das Mulheres seguirá atuando para assegurar a proteção de meninas e mulheres, promovendo uma sociedade baseada no respeito, na igualdade e na justiça.