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Política & Poder

Militares suspendem toque de recolher após discurso de Gbagbo na televisão

Arquivo Geral

21/12/2010 21h41

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou para depois do Natal a decisão sobre a extradição ou não do ativista político italiano Cesare Battisti. A informação foi dada pelo chefe de gabinete do presidente, Gilberto Carvalho.

 

Na tarde de hoje (21), Lula recebeu do advogado-geral da União, Luís Inácio Lucena Adams, o parecer do órgão sobre o caso. Mas pediu que alguns aspectos jurídicos sejam apresentados de forma mais clara, “Tem alguns aspectos que ele [presidente Lula] precisa ter mais segurança, para evitar desdobramentos”, disse Carvalho, após encontro com o presidente, no Palácio da Alvorada.

 

De acordo com o chefe de gabinete, Lula não pretende deixar a decisão para a presidenta Dilma Rousseff. “Ele que tomar a decisão”, afirmou Carvalho.

 

Em novembro de 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a extradição de Battisti, porém definiu que a decisão final cabe ao presidente da República. Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália pelo assassinato de quatro pessoas na década de 1970.

 

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    Arquivo Geral

    21/12/2010 21h38

    Um porta-voz militar da Costa do Marfim anunciou nesta terça-feira que o toque de recolher, vigente no país desde o dia 27 de novembro, foi suspenso ao término de um discurso de Laurent Gbagbo na emissora “RTI”.

     

    O toque de recolher, em vigor desde a véspera do segundo turno das eleições presidenciais, tinha sido reiteradamente imposto por Gbagbo e pelos militares que o apoiam após rejeitar a derrota eleitoral e formar um Governo, com a reprovação da comunidade internacional, que reconhece como vencedor o seu oponente, Alassane Ouattara.

     

    Em seu discurso, Gbagbo pediu a criação de um comitê internacional para avaliar a crise pós-eleitoral da Costa do Marfim, mas não aceitou deixar o poder e insistiu que saiu vitorioso das urnas.

     

    Ao mesmo tempo em que manteve sua postura de permanecer no poder, apesar da firme rejeição internacional, Gbagbo pediu a Ouattara e seu Governo, que adotaram como sede o Hotel du Golf de Abidjan “que saiam e voltem para casa”.

     

    Gbagbo também insistiu para que as forças da Operação das Nações Unidas na Costa do Marfim (Onuci, na sigla em francês) e os militares franceses que as apoiam deixem o país.

     

    No entanto, o pedido de Gbagbo, para o qual já foram aprovadas sanções pessoais pela ONU, União Europeia e Estados Unidos, tem poucas possibilidades de ser atendido, já que o Conselho de Segurança estendeu nesta segunda-feira para até 30 de junho de 2011 o mandato da Onuci e deve reforçar o número de soldados.

     

    Nesta terça-feira, o Governo de Ouattara fez um apelo à desobediência civil para tirar o poder de Gbagbo.

     

    Guillaume Soro, líder das Forças Novas e designado neste mês por Ouattara como primeiro-ministro, pediu aos civis e militares que não obedeçam Gbagbo.

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