Isabel Paz
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Candidatos a cargos eletivos no DF utilizam a imagem das corporações militares para conquistar votos da população. Sem restrição do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) que possa impedir essa referência, dezenas de candidatos a deputado distrital aproveitaram a brecha na legislação para fazer uso do registro da candidatura com os números de utilidade pública, como o 190 da Polícia Militar, o 193 do Corpo de Bombeiros e o 197 do Disque Denúncia da Polícia Civil.
Antes de iniciar o prazo para campanha, os candidatos já buscam artifícios para provocar a simpatia do eleitorado. De acordo com a legislação, o número de registro deve ser escolhido mediante sorteio na convenção partidária. Mas na prática não funciona dessa forma. Os candidatos obtêm os números sem qualquer critério.
“Apesar dos candidatos usarem os números para favorecê-los não há nada ilegal”, esclareceu a assessoria de imprensa do TRE-DF. O Tribunal informou ainda que não existe nenhum órgão fiscalizador que comprove o não cumprimento da lei. Então não há proibição para o uso dos dígitos.
Na lista de registro das candidaturas divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de outubro, em uma rápida pesquisa, aproximadamente 30 candidatos locais fazem referência direta com o militarismo. “A eleição proporcional permite que se faça campanha focada em um grupo específico”, informou Leonardo Barreto, cientista político.
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