Menu
Política & Poder

Mesmo não sendo obrigadas, aposentada e adolescente afirmam que votar é exercer cidadania

Arquivo Geral

20/07/2010 17h55

A aposentada Ecéa Wagner Abreu Duarte, de 86 anos, e a adolescente Ana Carolina Nascimento, de 16 anos, têm algo em comum, elas não são obrigadas a votar, mas disseram à Agência Brasil que vão fazer valer a cidadania e irão às urnas no próximo dia 3 de outubro.

 

 
Ana Carolina espera que o próximo presidente da República seja uma pessoa preocupada em resolver os problemas da área de saúde, entre eles, o do atendimento nos hospitais públicos. “O que mais me irrita é ver idosos, crianças e adultos com problemas sérios à espera de uma vaga em hospital ou para uma consulta . Isso é horrível para um ser humano que não pode pagar seu tratamento. Já vi, nas vezes que precisei ir a um posto de saúde, pessoas serem tratadas de maneira hostil, com desprezo, e mesmo assim têm que aguentar pois, caso contrário, podem até morrer”, disse.

 

Para dona Ecéa Wagner, o próximo governo tem que priorizar a educação. Na opinião da aposentada, que já participou de várias eleições, investir no ensino, além de resolver vários problemas, melhora o nível de conscientização dos brasileiros, melhorando a qualidade do voto. “Os brasileiros que tiverem boa educação e princípios vão saber escolher seus governantes e eles, se eleitos, vão corresponder a essa confiança. A família é a base de tudo, tem que ser bem assistida”, afirmou.

 

Os estudantes Maria Otíllia Duarte, de 25 anos, e Giovani Formenton, de 26 anos, concordam com dona Ecéa Wagner sobre os futuros governantes priorizarem a educação. “É o único investimento a longo prazo que o retorno pode ser dado como certo”, diz Giovani, acrescentando ainda a importância de investimentos em infraestrutura e segurança pública, “porque um cidadão com medo fica inibido de agir em qualquer área. E isso não é bom para nenhum país”. Maria Otíllia também reconhece que, nos últimos anos, muita coisa melhorou, e defende a continuidade de alguns programas, principalmente os que foram criados para atender às populações mais pobres.

 

Como eleitores paranaenses, eles chamam a atenção do futuro governador para a questão da violência, principalmente nos municípios onde consideram a situação mais crítica, como os da região metropolitana de Curitiba e na fronteira com Paraguai e Argentina, caso específico de Foz do Iguaçu.
 

 

Ainda na avaliação dos entrevistados, a corrupção é o principal problema que vários governos tentaram resolver e não conseguiram. Para a aposentada Ecéa Wagner, honestidade e bom caráter são valores que os que estão no poder têm que praticar para servir de exemplo. Opinião que também é compartilhada pela adolescente Ana Carolina, que vai votar pela primeira vez, e espera dos candidatos que, se eleitos, representem a vontade da maioria, não legislem em causa própria “e não prometam o que não podem cumprir”.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado