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Política & Poder

Mário Gomes descarta candidatura, mas quer solução para o Rio

Em entrevista à reportagem, Gomes disse que sua preocupação atual é resolver o problema da segurança pública do Rio de Janeiro.

Redação Jornal de Brasília

03/03/2026 19h55

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(Foto: Artur Meninea/TV Globo)

ANA CORA LIMA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)

Um dia após ser anunciado como presidente de honra no Rio de Janeiro do partido Direita Brasil -sigla em fase final de criação e que pretende disputar as eleições deste ano-, o ator Mário Gomes afirmou que, ao menos por enquanto, não pretende se candidatar.


Em entrevista à reportagem, Gomes disse que sua preocupação atual é resolver o problema da segurança pública do Rio de Janeiro. “Por enquanto não estou pensando em candidatura. Estou pensando em dar um jeito, de alguma maneira, de consertar o Rio”, afirmou. Confira abaixo trechos da conversa.


CANDIDATURA


“Por enquanto não estou pensando em candidatura. Estou pensando em dar um jeito, de alguma maneira consertar o Rio. É preciso acabar com a violência por que a insegurança aqui é muito grande. Aqui e em boa parte das cidades brasileiras, mas no Rio a sensação de abandono é muito pior. As pessoas têm me consultado e eu converso. Estou atento, mas a minha intenção é tentar uma solução e não me candidatar.”


RIO DE JANEIRO


“Sou do Rio de Janeiro e quero continuar morando nesta cidade. Já pensei em ir embora? Já, mas eu adoro a praia, as pessoas, a natureza. É uma cidade muito boa, só que a violência passou dos limites. Nos últimos anos perdi dois relógios da marca Rolex e tive minha casa invadida por vários homens armados. Me bateram, destruíram tudo e levaram todo o meu dinheiro. Tenho filhos menores, que vão à escola, saem com os amigos e morro de medo que aconteça algo com eles nas ruas e dentro de casa também. A gente vive em pânico.”


EXÉRCITO NAS RUAS


“Sou a favor. Acho que esse Exército sucateado, que só serve para pintar meio-fio, precisa ir para as ruas das principais cidades brasileiras. Eles podem se somar às polícias em um trabalho conjunto. E, se deu certo em vários países, por que não daria certo aqui? Tem muita gente inoperante, sem fazer nada. Eles recebem bem, então poderiam estar exercendo essa função de combater a violência urbana.”


RELAÇÃO COM O POVO


“A comunidade iria aceitar, claro. Todo mundo iria abraçar, dá um sanduíche, ajuda na alimentação e trata bem, com carinho e respeito. Uma relação de parceria direta e sem corrupção. São milhares de homens treinados para uma guerra, que a gente não tem a menor condições de entrar… Então é melhor trabalhar em prol da nossa realidade. Fazendo um revezamento de homens nas ruas não ficaria tão pesado assim. Tem muita gente inoperante e sedentária em todas as Forças Armadas.”


IMPUNIDADE


“É uma das piores coisas de um governo –e aqui no Brasil, ela come solta. Bandido é solto e uma pessoa de bem é presa. O bandido, hoje, tem toda a mordomia, recebe cafezinho, enquanto a pessoa de bem é maltratada. Como é isso? É uma inversão total de valores.”

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