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Política & Poder

Marina diz que vai manter diálogo com todas as correntes para consolidar política ambiente

Arquivo Geral

04/06/2008 0h00

Em seu primeiro discurso no plenário depois que reassumiu a cadeira no Senado, clinic Marina Silva (PT-AC) comunicou que pretende manter o diálogo com todas as correntes político-partidárias para consolidar as políticas de gestão ambiental.

A ex-ministra do Meio Ambiente afirmou que a sua saída do governo “não tem a pretensão de desconstituir”, mas a pretensão de contribuir na consolidação das conquistas que o setor vem obtendo ao longo dos anos.


Marina Silva revelou que quando negociava matérias polêmicas que aguardavam a aprovação do Congresso, avisava ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que conversaria com todos os partidos. “Se simbolicamente posso citar um, liguei várias vezes para o [ex] presidente Fernando Henrique Cardoso para pedir ajuda para aprovar o que é maior do que nós”, disse.


A senadora, que ainda tem três anos de mandato, ressaltou que nos últimos anos, especialmente no governo Lula, a questão ambiental deixou de ser um assunto periférico para entrar na agenda nacional.


Marina Silva no entanto deixou claro que não pretende abrir mão “de nenhum centímetro a mais” de ações adotadas pelo atual governo para melhorar as políticas de controle e fiscalização ambientais.


“Nós temos que discutir como é que vamos ter crédito, assistência técnica, novos padrões tecnológicos para produzir em menos área”, defendeu.


Sobre a saída da pasta do Meio Ambiente, Marina Silva disse que no momento em que sentiu que “o acolhimento [do governo]” não lhe dava mais as condições para permanecer no cargo, pediu a exoneração.


“Eu sempre tive uma compreensão. De que a causa é maior do que o cargo e que o cargo deve estar a serviço da causa, inclusive para ser disponibilizados se a sua disponibilização leva a um fortalecimento da causa”, afirmou.


A senadora reconheceu o apoio que obteve do presidente Lula em momentos decisivos, como no ano passado quando o governo teve que tomar uma série de providências para conter o avanço do desmatamento.


“Um licenciamento que até 2003 era de 140 licenças por ano, com 45 hidrelétricas embargadas [na Justiça] eu saio agora deixando um balanço em 2007 de 302 licenciamentos, inclusive os de alta complexidade, sem que nenhum esteja na Justiça”, lembrou a senadora.


Mais uma vez, Marina Silva questionou a postura do governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, um dos principais críticos das ações adotadas durante sua gestão no Ministério do Meio Ambiente. A senadora ressaltou que não cabia ao governador questionar as medidas adotadas pelo governo federal, em setembro do ano passado, entre elas a do Conselho Monetário Nacional (CMN) de proibir o crédito para quem desmata ilegalmente e o embargo das áreas desmatadas ilegalmente.


“O erro é combater o que está funcionando, combater o combate aos ilegais”, afirmou, acrescentando que “não era para o governador Blairo Maggi questionar as medidas, era para continuarmos a trabalhar juntos, eu disse isso a ele”.

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