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Política & Poder

Marconi Perillo é preso durante depoimento na Polícia Federal

Arquivo Geral

10/10/2018 16h34

Foto: Myke Sena/Jornal de Brasília

O ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) foi preso nesta quarta-feira (10) durante depoimento à Polícia Federal, no âmbito da Operação Cash Delivery. Ele é suspeito de receber R$ 12 milhões de empreiteiras, antes das eleições de 2010 e 2014. Para o advogado de Perillo, Antônio Carlos Almeida, o Kakay, não há “absolutamente nenhum fato novo” que justifique a prisão.

A operação prendeu cinco pessoas no dia 28 de setembro: Jayme Rincón, o filho dele, Rodrigo Godoi Rincón, Márcio Garcia de Moura – PM e motorista de Rincón –, o empresário Carlos Alberto Pacheco Júnior e o advogado Pablo Rogério de Oliveira. Todos estavam em em endereços ligados ao ex-governador.

No domingo, Perillo perdeu a eleição para o Senado em Goiás ao receber apenas 416.613 votos.

Escutas e depoimentos, como o de Jayme Rincón, ex-presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) e coordenador financeiro de campanha de Perillo em 2010, mostram que a Odebrecht deu dinheiro para campanhas de aliados do ex-governador goiano e que “empreas parceiras” esquentaram os recursos. Um total de R$ 1,2 milhão em propina da Odebrecht irrigou as campanhas de Perillo em 2010 e 2014.

Em nota, Kakay protestou contra a prisão do cliente. “A defesa de Marconi Perillo, perplexa, vem registrar a completa indignação com o decreto de prisão na data de hoje. O Tribunal Regional da Primeira Região já concedeu 2 liminares para determinar a liberdade de duas outras pessoas presas nessa mesma operação, através de decisões de 2 ilustres Desembargadores. O novo decreto de prisão é praticamente um “copia e cola” de outra decisão de prisão já revogada por determinação do TRF 1. Não há absolutamente nenhum fato novo que justifique o decreto do ex-governador Marconi Perillo, principalmente pelas mencionadas decisões anteriores que já afastaram a necessidade de prisão neste momento. Na visão da defesa, esta nova prisão constitui uma forma de descumprimento indireto dos fundamentos das decisões de liberdade concedidas a outros investigados. A Defesa acredita no Poder Judiciário e reitera que uma prisão por fatos supostamente ocorridos em 2010 e 2014, na palavra isolada dos delatores, afronta pacífica jurisprudência do Supremo, que não admite prisão por fatos que não tenham comtemporaneidade. Marconi Perillo recebeu o decreto de prisão quando estava iniciando o seu depoimento no departamento de Polícia Federal e optou por manter o depoimento por ser o principal interessado no esclarecimento dos fatos .”

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