Enquanto no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) ministros e advogados debatiam sobre a tese da intervenção federal no Distrito Federal, do lado de fora do prédio, manifestantes tentaram atrair a atenção de quem passava pelo local. Parte do grupo se apresentou como remanescente do movimento Fora Arruda, que em 2009 e nos primeiros meses deste ano promoveu passeatas e invasões em vários locais de Brasília.
Munidos de nariz de palhaço, cartazes e as conhecidas cornetas dos jogos da copa, que na África do Sul ficaram conhecidas como vuvuzelas, eles fizeram um alarido durante o tempo da votação, embora os protestos tenham sido pacíficos.
“A intervenção é o único meio de fazer uma assepsia no governo do DF”, diz o servidor comissionado, Sérgio Alexandre Rodrigues. “Luto contra a corrupção e vou lutar até o fim”, afirmou. Para ele, mesmo por curto período de tempo a intervenção seria válida, porque tiraria a autonomia do legislativo, onde, para ele, só tem corruptos. Sérgio conta que começou a ficar indignado com a situação política, quando viu que o deputado que havia votado estava envolvido no esquema da Caixa de Pandora.
Na opinião do estudante de arquivologia, Carlos Tiago Farias, o atual governo é ilegítimo. “Das 13 pessoas que votaram para eleição do governador, oito faziam parte da Caixa de Pandora”, protesta. O estudante acredita que a intervenção serviria como uma redução de danos. “Até agora, em nenhum momento falou-se sobre uma auditoria séria nas contas do DF”, alega Carlos, que esperava a intervenção para que isso acontecesse.
“A intervenção é a única maneira de melhorar a política do DF, porque o governo já se transformou em um grande balcão de negócios”, afirma o coordenador do movimento contra a cartelização dos combustíveis no DF, Charles Guerreiro. Segundo ele, o movimento fez questão de comparecer para torcer pela intervenção. “O nosso estado está virando uma grande negociata de interesses pessoais, que não favorecem a população”, diz.
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